Vício em “smartphones” causa problemas sociais, pessoais e profissionais

Estudo publicado na “Information Systems Journal”

18 abril 2017
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Um estudo demonstrou que o uso excessivo dos “smartphones” poderá provocar problemas de vários tipos.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Isaac Vaghefi, professor assistente de gestão de sistemas de informação na Universidade Binghamton, uma universidade estadual do estado de Nova Iorque, EUA, teve por base a participação de 182 alunos universitários.
 
Os participantes foram questionados sobre a sua rotina diária relativamente ao uso dos “smartphones”. Com base nas respostas, os investigadores classificaram os utilizadores dos dispositivos como ponderado, regular, muito envolvido, fanático e viciado. 
 
Os investigadores identificaram 7% de viciados e 12% de fanáticos. “Ambos os grupos experienciam problemas pessoais, sociais e no trabalho devido à sua necessidade compulsiva de estarem com os seus “smartphones”, avançou o autor principal do estudo.
 
“Esses utilizadores exibem, em geral, sinais que poderão indicar depressão, isolamento social, ansiedade social, timidez, impulsividade e baixa autoestima”, acrescentou.
 
O investigador explicou ainda que os nossos neurónios ficam estimulados e é liberta dopamina, e com o tempo isto faz-nos adquirir o desejo de obter respostas rápidas e satisfação imediata. Este processo contribui para que o utilizador diminua a sua capacidade de atenção e que fique cada vez mais suscetível ao aborrecimento.
 
Embora o vício na tecnologia não seja oficialmente considerado como sendo uma doença mental, este tipo de vício encaixa-se nos comportamentos viciantes relacionados com as redes sociais, excesso de informação, compras na internet, apostas, jogos de vídeo e pornografia na internet.
 
“Embora os “viciados” autodeclarados fossem uma minoria, eu prevejo que o vício da tecnologia aumente à medida que a tecnologia continua a avançar e em que quem desenvolve as aplicações, jogos e dispositivos encontre novas formas de ligação a longo prazo com a tecnologia”, conclui Isaac Vaghefi.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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