Urgência em produzir vacina contra peste suína

Doença alastra pela Ásia, zona de grande produção animal

21 agosto 2019
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Cientistas na Ásia e nos Estados Unidos estão a trabalhar para desenvolver uma vacina contra a peste suína africana que já matou milhões de porcos na China e países vizinhos, desestabilizando as cadeias globais de fornecimento, noticia a Lusa.
 
A doença, que desde o verão passado se propagou na China e criou efeitos inflacionários a nível mundial, está agora a alastrar-se aos países vizinhos, intensificando-se a busca por uma solução.
 
Só o continente asiático é responsável por metade da produção mundial de carne de porco. Vietname, Laos ou Taiwan começaram também a registar surtos da doença nos últimos meses.
 
Uma forma de desenvolver a vacina é matar o vírus antes de injetá-lo num animal: o vírus morto não deixa o animal doente, mas faz com que o sistema imunológico identifique o vírus e produza anticorpos.
 
Esta abordagem, no entanto, não é eficaz com todos os vírus, incluindo o que causa a peste suína africana.
 
Por isso, os cientistas têm trabalhado antes num tipo de vacina feita a partir de um vírus enfraquecido, em vez do vírus morto. A dificuldade tem sido descobrir exatamente como ajustar o vírus.
 
A peste suína africana não é transmissível aos seres humanos, mas é fatal para porcos e javalis e altamente contagiosa.
 
A atual onda de surtos começou na Geórgia, em 2007, e espalhou-se pela Europa do Leste e Rússia antes de chegar à China em agosto passado.
 
Nos anos 60, Portugal testou vacinas após surtos de peste suína africana. Os porcos pareciam melhorar no início, mas depois surgiram lesões na pele e artrite bloqueou as articulações, impedindo que os animais engordassem.
 
Portugal acabou por erradicar a doença reforçando os protocolos sanitários e colocando em quarentena ou matando porcos infetados e portadores do vírus.
 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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