Uma dose da vacina contra o HPV poderá ser suficiente

Estudo publicado na revista “Papillomavirus Research”

14 agosto 2019
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Um novo estudo sugere que a toma de uma dose da vacina contra o vírus do papiloma humano (HPV) oferece uma eficácia comparável a duas ou três doses na prevenção de lesões pré-cancerígenas no útero.
 
O estudo foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade de Melbourne, na Austrália. A investigação foi baseada nos resultados do rastreio ao cancro do colo do útero efetuado a 250.648 mulheres australianas que eram elegíveis para receberem a vacinação contra o HPV.
 
O grupo de participantes incluía 48.845 (19,5%) de mulheres não vacinadas, 174.995 (69,8%) de mulheres que tinham recebido três doses da vacina, 18.190 (7, 3%) que tinham recebido duas doses e 8. 618 (3,4%) que tinham recebido uma dose.
 
Os investigadores apuraram que uma dose da vacina, em mulheres que tinham sido vacinadas numa idade precoce quando a maioria não tinha ainda sido exposta ao HPV, diminuía a possibilidade de terem lesões pré-cancerígenas durante os rastreios ao cancro do colo do útero.
 
“Se uma vacinação de uma dose provar ser o suficiente, isso irá realmente simplificar a nossa capacidade de proteger mais pessoas contra esses vírus causadores de cancro”, comentou Julia Brotherton, autora principal do estudo. 
 
Este resultado junta-se a outras evidências que sugerem que apenas uma dose da vacina contra o HPV poderá eventualmente ser suficiente para oferecer proteção contra o cancro do colo do útero.
 
“Isto poderá fazer uma diferença enorme, especialmente em países com menos recursos que atualmente possuem taxas elevadas de cancro do colo do útero, mas que não conseguem atualmente ter recursos para a vacinação ou rastreio”.
 
A investigadora principal recomenda que até haver qualquer alteração nas diretrizes atuais, que os jovens completem as duas doses de vacinação atualmente recomendadas.
 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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