Tratamento inovador para infeções ósseas graves em desenvolvimento

Estudo conduzido pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto

07 julho 2017
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Uma equipa de investigadores está a desenvolver um tratamento para infeções ósseas graves que regenera o osso ao mesmo tempo que cura a infeção e evita intervenções cirúrgicas consecutivas e recorrentes, anunciou a agência Lusa.
 
Desenvolvida pelo Instituto de Investigação e Inovação em Saúde da Universidade do Porto (i3S), esta solução integra compósitos bioativos e um antibiótico e está orientada para doentes com osteomielite (infeção óssea que ocorre quando bactérias ou fungos invadem um osso), transporta e liberta, de forma controlada, o antibiótico para o local afetado.
 
Após a eliminação da infeção, o biomaterial existente na solução promove o recrutamento, a ligação e a proliferação de células ósseas, fazendo aumentar a formação óssea e reduzindo o tempo de recuperação do paciente, explicaram Susana Sousa e Fernando Jorge Monteiro, líderes do projeto.
 
O tratamento tradicional da osteomielite, segundo os investigadores, começa com uma intervenção cirúrgica na qual é feita a remoção do tecido morto da zona afetada. Os pacientes são submetidos a um tratamento para eliminar as bactérias que tenham originado a infeção com antibióticos, que na grande maioria dos casos obriga a um internamento hospitalar durante períodos prolongados.
 
"A taxa de sucesso desta administração mostra que em 40% dos casos ocorre recorrência da infeção, o que obriga a que este ciclo de administração do antibiótico se prolongue, com danos colaterais importantes e custos muito elevados para os serviços hospitalares", referiram.
 
De seguida, a cavidade criada é preenchida com materiais que ajudam à regeneração do osso, o que cria a necessidade de uma nova intervenção, com novos riscos de infeção associados.
 
Embora o medicamento disponível no dispositivo não dispense a primeira intervenção cirúrgica, substitui a administração intravenosa do antibiótico por uma administração única e localizada, com uma concentração mais elevada, mas que corresponde a uma quantidade global menor de fármaco.
 
No tratamento convencional, o antibiótico é disperso por todo o organismo, em quantidades muito elevadas, mas com uma eficácia reduzida visto que só chega ao local afetado uma percentagem relativamente pequena.
 
Esta solução permite que o paciente volte ao seu ambiente normal mais rapidamente e ainda "libertar camas hospitalares", diminuir os custos hospitalares associados, dispensando uma segunda intervenção cirúrgica e reduzindo riscos de infeções. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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