Transplantes de fígado poderão tornar-se redundantes no futuro

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

21 agosto 2019
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Uma equipa de investigadores descobriu um novo tipo de célula no fígado que poderá ter a capacidade de regenerar tecido hepático e de tratar insuficiência hepática sem necessidade de se recorrer a um transplante.
 
A equipa do King’s College London, Reino Unido, usou o sequenciamento de ARN de célula única para identificar o novo tipo de célula, denominada progenitor híbrido hepatobiliar (HHyP). 
 
A célula HHyP é formada durante as fases iniciais do desenvolvimento intrauterino. Surpreendentemente, este tipo de célula persiste em pequenas quantidades nos adultos e pode desenvolver-se, tornando-se em dois tipos de células do fígado adulto (hepatócitos e colangiócitos), o que dá à HHyP propriedades semelhantes às das células estaminais. 
 
Os investigadores analisaram células HHyP e descobriram que estas se assemelham a células estaminais de ratinhos que repararam rapidamente o fígado dos animais, após os mesmos terem sofrido uma lesão grave, semelhante ao que ocorre com a cirrose.
 
“Pela primeira vez, descobrimos que células com verdadeiras propriedades semelhantes às células estaminais poderão existir no fígado humano”, comentou Tamir Rashid, investigador que liderou o estudo.
 
O investigador adiantou que na prática clínica “isto pode por sua vez proporcionar um vasto leque de aplicações de medicina regenerativa para tratar as doenças hepáticas, incluindo a possibilidade de ultrapassar a necessidade de transplantes de fígado”.
 
O único tratamento atualmente disponível para as doenças do fígado graves é o transplante de fígado, que causa complicações vitalícias e cuja falta de dadores ultrapassa de longe a necessidade, que é cada vez maior.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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