Tecnologia para aliviar sintomas de doenças degenerativas ajuda centenas em Portugal

Terapia de estimulação elétrica do cérebro existe há 30 anos

05 abril 2019
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Mais de 500 doentes de Parkinson em Portugal são tratados com uma terapia de estimulação elétrica do cérebro, que está a evoluir para se tornar mais exata, permitindo reduzir os tremores, divulgou a agência Lusa.
 
O neurocirurgião António Gonçalves Ferreira, do Hospital de Santa Maria, afirmou que "a taxa de sucesso é variável, mas situa-se acima dos 60 por cento" nos casos de pessoas que sofrem da doença degenerativa do cérebro.
 
Surgem "30 a 40 novos casos por ano" em que se aplica, através do Serviço Nacional de Saúde, esta terapia "muito eficaz e válida" que compensa mecanismos cerebrais que estão avariados.
 
"Há 10 anos, só se usava em casos em que se tinham esgotado as possibilidades de tratar com medicamentos, mas hoje usa-se cada vez mais antes disso", referiu.
 
O neurologista alemão Jens Wolkmann afirmou que se trata de usar "correntes elétricas muito pequenas" para se estimular e influenciar neurónios em áreas medidas em milímetros cúbicos.
 
A terapia, que tem cerca de 30 anos, permite em alguns casos que pessoas que já tinham tremores ou contrações involuntárias associadas à distonia regressem ao trabalho.
 
Quando lhes é aplicada a estimulação cerebral profunda, os doentes são operados para lhes ser instalado um elétrodo com 1,2 milímetros de diâmetro no cérebro e uma ligação através da qual recebem os estímulos a partir de um controlo remoto.
 
O novo caminho da tecnologia utilizada é usar elétrodos que conseguem dirigir melhor o impulso elétrico às zonas doentes do cérebro, sem ter impacto nas outras que não estão afetadas.
 
"É fácil provocar efeitos adversos", reconheceu o clínico alemão, acrescentando que é possível medir as melhoras ao nível do movimento, mas que também pode ser usada em casos de distúrbios psiquiátricos como o distúrbio obsessivo-compulsivo ou a síndrome de Tourette.
 
Os especialistas frisam que a estimulação cerebral profunda não ataca as causas das doenças degenerativas, mas alivia os sintomas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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