Resistência ao tratamento do cancro: nova abordagem

Estudo publicado na revista “Nature”

02 maio 2017
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Uma equipa de investigadores efetuou um estudo que sugere que perceber e prognosticar a resistência tumoral poderá conduzir a opções adicionais de tratamento no contexto clínico.
 
O estudo conduzido em colaboração por uma equipa da Clínica Cleveland, Centro do Cancro Moffit, EUA, e Universidade de Oxford, Inglaterra, provou a teoria que, apesar de a resistência ao tratamento para o cancro direcionado ser um alvo dinâmico, existem oportunidades de colmatar a resistência que se desenvolve.
 
A resistência ao tratamento que se vai desenvolvendo à medida que as células evoluem constitui uma das maiores limitações atuais do tratamento direcionado do cancro. Durante este processo, as células cancerígenas alteram a sua resposta não só ao fármaco usado no tratamento da doença, mas também a muitos outros fármacos.
 
Em alguns casos, as células tornam-se suscetíveis a outos fármacos, um fenómeno conhecido como sensibilidade colateral. Noutros casos, dá-se a resistência a dois fármacos simultaneamente, algo conhecido como resistência cruzada.
 
Para o estudo, a equipa investigou células de cancro do pulmão de não-pequenas células e descobriu que a resistência que se tinha desenvolvido a fármacos não se aplicava a todos, sendo que, em alguns casos, as células se tinham tornado mais suscetíveis a outros fármacos. 
 
Foi observado que os padrões de resistência e suscetibilidade das células cancerígenas modificavam-se com o passar do tempo. Ao perceber estas dinâmicas, os investigadores consideram que poderá ser possível elaborar e antever novas opções e tempos de tratamento. 
 
A equipa descobriu ainda que os períodos de interregno nos tratamentos têm um impacto profundo na resistência primária e suscetibilidade dos fármacos.
 
“O objetivo final do nosso estudo é perceber e antever as alterações que os tumores vão sofrer durante o tratamento para que possamos planear melhor um tratamento de segunda linha se ocorrerem falhas inevitáveis com os fármacos”, explicou Jacob Scott, investigador principal do estudo.
 
“Os investigadores sabem que evitar a resistência cruzada é fundamental; esta investigação diz-nos que temos que começar a considerar também os interregnos nos tratamentos”, concluiu. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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