Propensão genética para a obesidade pode ser modificada com exercício físico

Estudo publicado na “Menopause”

08 junho 2018
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Um novo estudo demonstrou que o exercício físico poderá mitigar a propensão genética para a obesidade, mesmo após os 70 anos de idade.
 
Para o estudo, que foi conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Heather Ochs-Balcom da Faculdade de Saúde Pública e das Profissões de Saúde da Universidade de Buffalo, EUA, foram analisadas 8.206 mulheres que tinham participado no conhecido estudo norte-americano Women’s Health Initiative (Iniciativa de Saúde das Mulheres).
 
Os investigadores calcularam o risco genético para a obesidade com o Índice de Massa Corporal (IMC) das participantes para analisarem a interação entre a atividade física e a obesidade. Posteriormente, avaliaram se as associações genéticas podiam ser modificadas pelo exercício físico e idade.
 
Como resultado, foi verificado que as associações genéticas com o IMC eram mais pronunciadas nas mulheres na pós-menopausa e menos fortes nas mulheres que relatavam praticar muitas atividades físicas.
 
“A nossa amostra, que incluía mulheres mais velhas, é a primeira a demonstrar que na faixa etária dos 70 aos 79 anos, o exercício físico pode mitigar os efeitos genéticos da obesidade”, avançou Heather Ochs-Balcom. “Aqui, a mensagem é que o nosso risco genético para a obesidade não é completamente determinante”, acrescentou.
 
A investigadora disse ainda que este achado demonstra que as escolhas que fazemos influenciam largamente a nossa saúde e que é possível ultrapassar a propensão para a obesidade herdada geneticamente, mesmo numa idade mais avançada.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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