Posicionamento materno no sono na gravidez pode afetar saúde materna e fetal

Estudo publicado na “Journal of Clinical Sleep Medicine”

10 setembro 2018
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Um estudo recente indica que reduzir o tempo que a grávida passa a dormir em posição supina (de costas para baixo) poderá beneficiar a saúde materna e fetal.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores de várias instituições académicas na Austrália, Canadá e EUA, o estudo contou com 25 grávidas saudáveis que se encontravam entre as 32 e 38 semanas de gestação, cujo sono foi avaliado durante duas noites consecutivas, na residência das participantes.
 
Os investigadores solicitaram às grávidas que usassem durante uma noite de sono um dispositivo de tratamento posicional em forma de cinto, próprio para ser usado durante a gravidez, e outra noite não usassem nada, o que funcionaria como controlo. 
 
Foi avaliado o ritmo cardíaco materno, assim como a saturação de oxigénio no sangue, parâmetros de sono e respiratórios. A posição durante o sono foi também registada através de um sensor inserido no cinto. 
 
Os resultados revelaram que o uso do cinto fez com que o sono na posição supina tivesse sido reduzido de 48,3 minutos, durante a noite de controlo, para 28,5 minutos, durante a noite de intervenção.
 
A equipa observou ainda um melhoramento nos parâmetros maternos e fetais durante a noite de intervenção, com um aumento na média de saturação mínima de oxigénio e menos dessaturações de oxigénio nas grávidas e menos desacelerações no ritmo cardíaco dos fetos. 
 
Jane Warland, principal instigadora neste estudo, da Universidade da Austrália do Sul comentou os achados dizendo que “sugerem que as mulheres podem dormir confortavelmente, usando um dispositivo à volta da cintura que evita eficazmente que durmam de costas”. 
 
Segundo os investigadores, a maioria das grávidas passa 25% do tempo de sono na posição supina, o que pode ser um fator de risco para o nascimento de um nado-morto ou de um bebé com baixo peso. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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