Peso à nascença e IMC no início da gravidez influenciam complicações na gravidez

Estudo publicado na “Obesity”

21 dezembro 2018
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Um novo estudo apurou que as mulheres nascidas com baixo peso apresentam um maior risco de complicações na gravidez.
 
O estudo conduzido por investigadores liderados por Prabha Andraweera, da Universidade de Adelaide, Austrália, teve como finalidade analisar a influência do nascimento com pouco peso sobre complicações futuras na gravidez como pré-eclampsia, hipertensão e diabetes gestacionais, e ainda o efeito do Índice de Massa Corporal (IMC) no início da gravidez sobre aquela relação.
 
A equipa contou com a participação de 5.336 mulheres que nunca tinham dado à luz. O peso das mulheres à nascença foi relatado pelas próprias e confirmado pelos seus registos clínicos. A equipa considerou como peso de referência 3.000 a 3.499 gramas à nascença.
 
Os investigadores apuraram que as mulheres que tinham relatado um peso inferior a 2.500 gramas à nascença corriam um risco 1,7 vezes maior de desenvolverem pré-eclâmpsia na gravidez em comparação com as do grupo de referência.
 
Por sua vez, as mulheres que tinham nascido com um peso de 3.500 a 3.999 gramas ou de 4.000 gramas e superior apresentavam um risco 40% menor de pré-eclampsia na gravidez em relação ao grupo de controlo. 
 
Mais, as mulheres que tinham tido baixo peso à nascença apresentavam, ainda, um maior risco de diabetes e hipertensão gestacionais em relação às mulheres que tinham nascido com peso normal.
 
Os riscos apurados eram especialmente elevados nas mulheres nascidas com baixo peso e que posteriormente tinham ficado com excesso de peso ou obesas. 
 
Os autores sugerem que as mulheres nascidas com baixo peso terão passado por condições intrauterinas desfavoráveis, as quais se repetem com as exigências fisiológicas da gravidez, conduzindo a complicações. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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