Obesidade está a fazer aumentar cancro nos mais jovens

Estudo publicado na “Obesity”

29 março 2018
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Um novo estudo apurou que a obesidade faz aumentar o risco de 13 diferentes tipos de cancro em jovens adultos.
 
O estudo que consistiu numa meta-análise de mais de 100 publicações demonstrou que o aumento da obesidade tem causado a incidência de certos tipos de cancro em grupos etários mais jovens, algo anteriormente só observado nos adultos mais velhos, e tem feito intensificar os mecanismos celulares que promovem a doença.
 
A equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade Case Western, EUA, que efetuou esta meta-análise, analisou estudos sobre animais, ensaios clínicos e dados sobre saúde pública para concluírem que à medida que aumenta a obesidade nos mais jovens, também aumentam os índices de carcinoma.
 
Segundo Nathan Berger, o autor do estudo, os jovens com índice de massa corporal (IMC) superior a 30 apresentam uma maior propensão para sofrerem de malignidades agressivas. 
 
A meta-análise apurou, por exemplo, que nos EUA nove dos 20 cancros mais comuns incidem atualmente sobre jovens adultos. Em 2016, quase um em cada 10 novos casos de cancro da mama verificaram-se em indivíduos de 20 a 44 anos, assim como um em cada quatro casos de cancro da tiroide.
 
A obesidade na infância poderá igualmente conduzir a cancro numa altura mais cedo ou mais tardia da vida. Segundo o investigador, o cancro pode alterar a propensão de um jovem para desenvolver cancro e que o risco se pode manter mesmo que o jovem emagreça. A obesidade faz alterar o ADN, incluindo alterações epigenéticas que fazem aumentar e manter o risco de cancro. 
 
Nathan Berger concluiu ainda que a obesidade faz acelerar a progressão do cancro de diversas formas. A obesidade produz um excesso de ativação do sistema imunitário, produzindo subprodutos prejudiciais que causam mutações no ADN, altera o metabolismo, provocando desequilíbrios hormonais que ajudam o cancro a desenvolver-se.
 
O autor explicou ainda que este estudo confirma que a obesidade promove o cancro através de múltiplas vias simultâneas. 
 
Como conclusão, o autor refere que os processos clínicos eletrónicos podem ajudar a organizar bases de dados que podem detetar padrões de perda de peso e assim obter indicação de um possível prognóstico. No entanto, “a forma mais eficaz de travar o desenvolvimento deste problema é prevenir a expansão da pandemia da obesidade em crianças e adultos”, defende Nathan Berger.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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