O traumatismo craniano pode influenciar o início precoce da Alzheimer?

Estudo publicado na revista “Neuropsychology”

08 março 2018
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Um novo estudo apontou que as lesões na cabeça causadas por desportos de contacto, como o futebol, por exemplo, poderão causar a deterioração da saúde do cérebro numa fase posterior da vida.
 
Conduzido por uma equipa de investigadores liderada por Munro Cullum, neuropsicólogo na Universidade do Texas Southwestern em Dallas, EUA, o estudo associou o traumatismo crânio-encefálico (TCE) ao desencadeamento da doença de Alzheimer.
 
Os investigadores basearam a sua análise em dados recolhidos de 2.133 indivíduos já falecidos, cujos diagnósticos da doença de Alzheimer tinham sido confirmados após a morte dos mesmos.
 
Foi verificado que os indivíduos que tinham sofrido TCE acompanhado de perda da consciência durante mais de cinco minutos, tinham de forma geral sido diagnosticados com aquela doença neurodegenerativa, anteriormente a indivíduos na mesma situação que não tinham tido traumatismos cranianos.
 
A equipa verificou que aqueles diagnósticos tinham sido recebidos cerca de 2,5 anos antes dos indivíduos que não tinham sofrido traumatismo craniano.
 
Segundo os investigadores, este estudo distingue-se de outros dentro da mesma temática, pois apurou uma associação muito elevada entre a demência e uma história de traumatismo craniano, nomeadamente na aceleração do desencadeamento da Alzheimer em até nove anos.
 
Apesar da associação identificada entre o TCE e a Alzheimer, os investigadores não aconselham os pais a evitarem que as crianças pratiquem desportos de contacto pois não identificaram em que casos as lesões na cabeça fazem aumentar o risco de problemas neurodegenerativos num período posterior da vida. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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