Novas recomendações para crescimento de pelo indesejado em mulheres

Estudo publicado na revista “The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism”

12 março 2018
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Uma equipa de especialistas da Associação Endócrina norte-americana elaborou novas recomendações para a gestão do hirsutismo.
 
O hirsutismo, ou crescimento de pelo em zonas não típicas na anatomia das mulheres como o rosto, costas e peito, afeta entre 5 a 10% das mulheres e pode causar ansiedade e depressão se não for tratado.
 
O crescimento de pelo excessivo nas mulheres pode ser causado por síndrome do ovário policístico (SOP), que é um problema comum que contribui para a infertilidade e problemas metabólicos.
 
A Associação Endócrina norte-americana concluiu que todas as mulheres com pelo grosso e indesejado nas zonas do rosto, peito e costas façam exames para diagnosticas a SOP e outros potenciais problemas de saúde.
 
“O pelo facial ou corporal excessivo não é só perturbador para as mulheres, é frequentemente o sintoma de um problema médico inerente”, avançou Kathryn A. Martin, médica que participou na elaboração das novas diretrizes.
 
“É importante consultar o seu prestador de cuidados de saúde para descobrir o que está a causar o crescimento do pelo e trata-lo”, acrescentou.
 
A equipa de trabalho sugere assim que todas as mulheres com hirsutismo, e não só os casos moderados a severos, façam análises ao sangue para detetar a possível presença de testosterona ou de androgénios. Os níveis destas hormonas masculinas tendem a subir nas mulheres na presença de SOP e de outras doenças que causem o hirsutismo.
 
A associação recomenda o tratamento dos casos leves de hirsutismo e sem sinais de uma doença inerente, com medicação ou remoção direta do pelo. Na maioria das mulheres com a doença que não estejam a tentar engravidar a recomendação vai para os contracetivos orais, caso não haja risco de desenvolvimento de trombose venosa profunda ou embolismo pulmonar.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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