Nível de reservas de sangue é estável, mas falta aproveitar melhor o plasma

Considerações do presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação

29 março 2018
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O presidente do Instituto Português do Sangue e da Transplantação (IPST) afirmou que o nível de reservas de sangue está estável, tecendo como objetivo a maximização do aproveitamento do plasma, noticiou a agência Lusa.
 
"As dádivas estão estabilizadas. Nesta década, tem havido uma diminuição das dádivas e das colheitas, mas essa diminuição tem decorrido de forma paralela à diminuição das necessidades", disse o presidente do IPST, João Paulo Sousa, que falava à agência Lusa à margem da cerimónia de comemoração do Dia Nacional de Dador de Sangue.
 
Segundo João Paulo Sousa, não há motivo para preocupação. "A nossa preocupação é mantermos um nível de colheitas de sangue que permita cobrir as necessidades. É isso que se verifica na prática", referiu.
 
Como desafio para o futuro, o líder da instituição elegeu o aproveitamento do plasma, apontando para o facto de que Portugal vai ter "pela primeira vez" medicamentos derivados do plasma português, no final do segundo semestre.
 
Em 2019, o IPST vai dar continuidade a esse programa de fracionamento do plasma com a utilização do plasma do instituto, mas também dos hospitais, referiu.
 
João Paulo Sousa sublinhou que Portugal "é autossuficiente em plasma para transfusão", mas não é autossuficiente em medicamentos derivados do plasma.
 
No entanto, face à escala do país, não será nunca possível "atingir o pleno dos medicamentos derivados do plasma português", notou.
 
Apesar disso, o presidente do IPST sublinhou que se terá de começar a aumentar a aférese (processo de separação dos diversos elementos do sangue), advertindo que, por mais sessões de colheita que se façam por aférese, o país nunca será autossuficiente na produção de medicamentos através de plasma português.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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