Morte súbita cardíaca mata cerca de 12 mil portugueses por ano

Especialistas alertam que por vezes há ausência de sintomas 

29 março 2019
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A morte súbita cardíaca mata cerca de 12.000 portugueses por ano, alertaram especialistas que apelam à população para estar atenta a sinais de alerta como palpitações, cansaço, dor no peito, tonturas, desmaio ou batimento cardíaco irregular.
 
Nos casos de morte súbita registados, há 12.000 tentativas de ressuscitação através da aplicação de manobras de reanimação cardiopulmonar, mas apenas 681 pessoas chegaram vivas ao hospital, disse o cardiologista Francisco Moscoso Costa, do Hospital de Santa Cruz.
 
Em mais de metade dos casos (57%) não foi realizada qualquer manobra de reanimação até à chegada de meios de socorros, adiantou o cardiologista, lembrando que as doenças cardiovasculares são a principal causa de morte em Portugal.
 
“Tiram a vida a 33.443 pessoas por ano”, representando 29,7% da mortalidade em Portugal, num impacto superior a 330 milhões de euros para o Serviço Nacional de Saúde (SNS), vincou Francisco Moscoso Costa.
 
Em declarações à agência Lusa, o cardiologista explicou que a fibrilhação auricular é a arritmia mais prevalente no ser humano, sendo muito frequente acima dos 65 anos, uma população em que o risco de acidente vascular cerebral aumenta muito quando há fatores de risco associados.
 
“Quando há uma morte súbita num atleta isso é muito mediático e nós estamos muito alerta, mas na realidade a grande parte das mortes súbitas ocorre acima dos 40 anos e é derivada de fatores de risco cardiovasculares comuns, como o sedentarismo, o tabagismo, a dislipidemia (aumento de gordura no sangue), tensão arterial elevada e diabetes”, sublinhou.
 
Para o cardiologista, é importante alertar a população para o facto de que “15 a 30% dos doentes não têm qualquer sintoma”. Nestes casos, a única maneira de a arritmia ser diagnosticada é através da medição da pulsação e eletrocardiograma.
 
O presidente da Associação Bate Bate Coração, Carlos Morais, adiantou, por seu turno, que “é importante que os doentes saibam que podem ter uma vida completamente normal” com um “pacemaker”.
 
Segundo o diretor do Serviço de Cardiologia do Hospital Fernando Fonseca, há entre 100 a 200 mil doentes com este tipo de dispositivos que estão acessíveis em hospitais com serviço de cardiologia.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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