Mesmo uns minutos de atividade física beneficiam longevidade em homens idosos

Estudo publicado na revista “British Journal of Sports Medicine”

22 fevereiro 2018
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Apenas uns minutos de atividade física ligeira poderão fazer a diferença relativamente à longevidade nos homens mais velhos, indicou um estudo recente.
 
O estudo conduzido por uma equipa de investigadores de várias instituições académicas em Inglaterra e EUA, demonstrou ainda que desde que se pratique os 150 minutos semanais de atividade física moderada, o volume total, em vez da atividade praticada em parcelas de 10 minutos, como é sugerido atualmente, poderão ser o fundamental para uma maior longevidade.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram dados do Estudo Regional do Coração Britânico ("British Regional Heart Study”, no seu original), que contou com 7.735 participantes, com 40 a 59 anos de idade quando o estudo iniciou em 1978-80, oriundos de 24 povoações no Reino Unido.
 
Em 2010-12, foi pedido aos sobreviventes que usassem um acelerómetro para medir o volume e intensidade de atividade física, durante as horas em que estavam acordados, sete dias por semana. 
 
A análise final foi baseada em 1.181 homens, com uma média de idades de 78 anos, tendo sido excluídos os participantes que tinham doenças cardíacas pré-existentes. Os participantes foram monitorizados durante cerca de cinco anos, tendo 194 homens morrido durante aquele período.
 
Os dados dos acelerómetros indicaram que o volume total de atividade física, tanto de intensidade ligeira como mais intensa, estava associada a um menor risco de morte por qualquer causa. Cada 30 minutos adicionais por dia de atividade de intensidade leve, como levar o cão a passear, foi associada a uma redução adicional de 17% no risco de morte.
 
A redução no risco de morte foi cerca de 33% por cada 30 minutos adicionais diários de atividade física moderada a vigorosa. No entanto, os benefícios da atividade física leve eram suficientemente elevados para prolongarem a vida.
 
Não foi encontrada evidência que sugerisse que inserir atividade moderada a vigorosa em sessões de 10 minutos ou mais fosse melhor do que acumular essa atividade em sessões mais curtas. As sessões curtas e esporádicas de atividade física foram associadas a um risco 41% menor de morte e as de 10 ou mais minutos a um decréscimo de 42%.
 
Este estudo é de natureza observacional e por isso não estabeleceu uma relação de causa e efeito.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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