Menopausa está associada ao desenvolvimento de Alzheimer

Estudo publicado na revista “PLoS ONE”

13 outubro 2017
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Um novo estudo concluiu que a menopausa produz alterações metabólicas no cérebro que podem fazer aumentar o risco da doença de Alzheimer.
 
Os resultados do estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina Weill Cornell e pela Faculdade de Ciências da Saúde da Universidade do Arizona, EUA, poderão ajudar a perceber o porquê do facto de esta doença neurodegenerativa atingir mais as mulheres do que os homens.
 
Para o estudo, Lisa Mosconi e colegas recrutaram 43 mulheres saudáveis, com idades compreendidas entre os 40 e os 60 anos. 15 das mulheres encontravam-se na fase da pré-menopausa, 14 na perimenopausa e outras 14 na menopausa. 
 
Os investigadores mediram o uso da glicose (que é a principal fonte de atividade celular) pelos cérebros das participantes através de tomografia por emissão de positrões, um exame da medicina nuclear.
 
Os exames revelaram que as mulheres que se encontravam na menopausa ou na perimenopausa apresentavam níveis de metabolismo da glicose significativamente mais baixos em muitas áreas-chave do cérebro em relação às mulheres que se encontravam na pré-menopausa. 
 
Já em estudos anteriores tinham sido observados resultados semelhantes nos cérebros de pacientes em fase inicial da doença de Alzheimer. 
 
Adicionalmente, a equipa observou que as mulheres que se encontravam na menopausa e perimenopausa demonstravam níveis inferiores de uma enzima metabólica importante conhecida como citocromo oxidase e tinham obtido pontuações inferiores em testes efetuados à memória.
 
“Este estudo sugere que poderá existir uma janela crítica de oportunidade quando as mulheres estão nos 40 e nos 50 anos de idade, para detetar os sinais metabólicos de um risco mais elevado de Alzheimer e aplicar estratégias para reduzir esse risco”, comentou Lisa Mosconi, autora principal do estudo.
 
A investigadora acrescentou que as mulheres poderão necessitar de alimentos ricos em antioxidantes para proteger a atividade cerebral, como sementes de linho, e ainda praticar exercício físico. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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