Mais proteínas após perder peso podem reduzir o fígado gordo

Estudo publicado na “American Journal of Physiology-Endocrinology and Metabolism”

21 agosto 2018
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Um novo estudo demonstrou que o aumento do consumo de proteínas pode reduzir o conteúdo de gordura no fígado e o risco de diabetes em pessoas com doença hepática gordurosa não alcoólica (DHGNA), ou fígado gordo.
 
A DHGNA ocorre quando mais de 5% do peso total do fígado é constituído por tecido adiposo. O tecido adiposo em excesso causa fibrose hepática, o que por sua vez poderá conduzir a cancro do fígado ou insuficiência hepática.
 
Os pacientes com DHGNA são mais propensos para desenvolverem diabetes de tipo 2, e os diabéticos de tipo 2 têm maior tendência para desenvolverem DHGNA, estimando-se que cerca de 60% dos diabéticos tenham a doença hepática.
 
Para este estudo, os investigadores pretendiam observar os efeitos de longa duração do consumo de proteínas sobre o fígado gordo na sequência da perda de peso. Para o efeito, recrutaram 25 voluntários, 15 dos quais tinham sido diagnosticados com DHGNA.
 
Todos os participantes tinham seguido uma dieta de baixas calorias durante oito semanas para perderem até 8% do seu peso corporal. Após a perda de peso, os voluntários fizeram um programa de manutenção do peso durante dois anos ou seguiram uma dieta moderada ou rica em proteínas. 
 
Apos dois anos de manutenção do peso perdido, o aumento de proteínas alimentares foi associado a uma redução no conteúdo de gordura hepática e ainda mais de metade dos participantes que tinham sido diagnosticados com DHGNA deixaram de ter o fígado gordo. 
 
“Estes achados salientam as implicações clínicas dos benefícios potenciais do aumento de proteínas após a perda de peso em pessoas com DHGNA em risco de desenvolverem diabetes”, disseram os investigadores. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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