Loções bronzeadoras podem dar falsa proteção

Aviso da Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo

17 agosto 2017
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A Associação Portuguesa do Cancro Cutâneo (APCC) apelou à população para estar atenta à qualidade dos protetores solares, alertando que as “loções bronzeadoras” são uma “falsa proteção” e podem ser prejudiciais para a saúde, apurou a agência Lusa.
 
“No mercado surgem loções ditas bronzeadoras, aceleradoras de bronzeamento, que dizem ter uma proteção” solar de seis, 15 ou 30, “o que pode iludir as pessoas”, disse o secretário-geral da associação, Osvaldo Correia.
 
Segundo o dermatologista, o mercado das loções bronzeadoras não está regulamentado, ao contrário do que acontece com os protetores solares, devendo por isso ser evitadas, porque podem ser “prejudiciais para a saúde” ao conferirem uma falsa proteção.
 
Perante este risco, o dermatologista deixou um alerta dirigido especialmente aos jovens: "não se iludam com os bronzeadores na questão da cor e, sobretudo, na questão de uma falsa proteção”.
 
Apesar de não haver dados oficiais, Osvaldo Correia disse que “é crescente” o número de “queimaduras surpresa que as pessoas estão a ter”, mesmo utilizando protetores solares que dizem ter um índice elevado.
 
“Quem faz vivência clínica de dermatologia” tem a “perceção clara” de que as pessoas ficam surpreendidas por utilizarem protetores com um índice 30 ou 50 e ficarem com “pigmentações inestéticas”, alergia ao sol ou “vermelhidão seguida de escamação”.
 
Estas loções também “criam o mito de que o moreno é saudável”, mas “uma pele bronzeada em excesso é uma pele envelhecida e ninguém gosta que se diga que tem uma pele velha numa época em que o que se quer é rejuvenescer e não envelhecer”.
 
Mas também há cuidados a ter na escolha dos protetores solares e na forma como são aplicados.
 
“Hoje temos, nos próprios protetores solares, formas fluídas, transparentes, invisíveis, espumas que, na forma e na quantidade como as pessoas habitualmente as colocam, não dão a proteção que as pessoas julgam que dão (30 ou 50)”, sublinhou.
 
Para conferirem “uma camada suficiente”, que se aproxime do que foi testado em laboratório, a sua aplicação deve ser feita várias vezes no mesmo local.
 
“Saber conviver com o sol, é um ato de bom senso”, disse, lembrando que os dermatologistas são “a favor da exposição ao sol”, mas no final ou no início do dia.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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