Lisboa terá sala de consumo assistido e vigiado em 2020

Parceira entre Câmara M. e associação de recuperação de toxico

21 outubro 2019
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A primeira sala de consumo vigiado de drogas em Lisboa deverá entrar em funcionamento no primeiro trimestre de 2020 e será instalada num dos extremos da Quinta do Loureiro.
 
“É um dia histórico, a concretização de uma medida prevista na lei desde 2001”, disse à agência Lusa um vereador da Câmara de Lisboa.
 
A sala de consumo vigiado vai ficar instalada “num dos extremos da Quinta do Loureiro, onde há muito consumo a céu aberto”, na zona do Vale de Alcântara, adiantou o vereador.
 
Segundo a proposta agora aprovada, a autarquia irá atribuir um subsídio de cerca de 345 mil euros à associação de recuperação de toxicodependentes “Ares do Pinhal”, que ficará responsável pela gestão do equipamento e implementação de “um serviço de apoio integrado na área das dependências”.
 
O serviço integrará um equipamento de saúde já existente e deverá estar a funcionar no primeiro trimestre do próximo ano.
 
O serviço terá um conjunto de outras valências, “tendo como público-alvo consumidores em situação muito vulnerável, nomeadamente população sem abrigo, com situação de saúde muito fragilizada e inexistente ligação aos cuidados de saúde, e oferecerá serviços como apoio médico, apoio psicossocial e referenciação para tratamento ou outros serviços, informação e higiene”.
 
“No programa de consumo vigiado, o consumo de substâncias ilícitas será realizado sob supervisão de profissionais treinados para atuar em caso de situações de sobredosagem. A substância será trazida pelo próprio utente do programa”, é ainda referido na nota.
 
Outras associações que apoiam pessoas com dependências irão também colaborar no projeto, que contará ainda com o envolvimento das juntas de freguesia e da PSP.
 
Os programas de consumo vigiado existem na legislação portuguesa desde 2001. Em 2015, a ARSLVT realizou um diagnóstico no qual recomendou a abertura de vários pequenos programas de consumo vigiado na cidade de Lisboa, descentralizados, para complementar a rede de respostas já existente.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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