Leite e derivados podem ajudar a prevenir doenças crónicas

Estudo publicado na “Advances in Nutrition”

08 julho 2019
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Um consumo adequado de leite e de produtos láteos em diferentes etapas da vida pode ajudar a prevenir várias doenças crónicas, indicou um estudo. 
 
O estudo que foi coordenado por investigadores da Universidade de Granada e Universidade Complutense de Madrid, Espanha, contemplou a revisão sistemática de 14 artigos internacionais dedicados ao impacto do leite e produtos derivados sobre a prevenção de doenças crónicas, sobre o crescimento, desenvolvimento da densidade mineral óssea, massa muscular, gravidez e amamentação e ainda mortalidade por todas as causas. 
 
Atualmente, assiste-se a uma diminuição no consumo do leite e de produtos láteos, após os benefícios destes produtos terem começado a ser postos em questão. O leite e produtos láteos contêm uma enorme variedade de nutrientes como proteínas, vitamina B12, vitamina B5, vitamina A, magnésio, cálcio, fósforo, potássio, selénio, zinco e riboflavina.
 
As doenças crónicas analisadas incluíram a síndrome metabólica, alguns tipos de cancro, doenças cardiovasculares e diabetes de tipo 2. 
 
Foi concluído que o consumo moderado daqueles produtos estava associado a um menor risco de cancro do cólon e da bexiga.
 
O consumo total de produtos láteos magros foi associado a um menor risco de síndrome metabólica, o que vai de encontro à perspetiva em que o consumo daqueles produtos não faz aumentar o risco de doenças cardiovasculares, podendo, pelo contrário, exercer um ligeiro efeito protetor.
 
Foram identificadas associações inversas entre o consumo de produtos láteos e a cardiopatia isquémica e o enfarte do miocárdio. A evidência científica atual sugere ainda que o consumo destes produtos, especialmente se forem magros, pode estar associado a um menor risco de diabetes de tipo 2.
 
Não foram encontradas associações entre o consumo de leite ou produtos láteos e um efeito pro-inflamatório em indivíduos com excesso de peso ou obesidade, ou em pacientes com anormalidades metabólicas.
 
Os investigadores apuraram ainda que um maior consumo de produtos láteos não apresentava uma associação evidente com a redução no risco total de fraturas por osteoporose e fraturas nas ancas, mas apurou uma associação com um menor risco de fraturas vertebrais. 
 
Relativamente ao impacto do consumo reduzido e elevado dos produtos láteos, não foi detetada uma associação entre o consumo dos mesmos e um maior risco de mortalidade.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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