Incapacidade laboral na Europa associada a doenças que podem ser prevenidas

Dados de um estudo catalão

17 janeiro 2017
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A maior parte da incapacidade para o trabalho na Europa deve-se a nove doenças que podem ser tratadas ou prevenidas, segundo um estudo catalão, em que a dor crónica surge como a mais constante.
 

O estudo sobre "Doenças comuns e incapacidade em três regiões europeias", publicado pelo Instituto Hospital do Mar de Investigação Médica, de Barcelona, teve por base dados recolhidos em três regiões europeias: centro oeste, centro-leste e sul, na que se incluem Portugal, Espanha e Itália.
 

O estudo, ao qual a agência Lusa teve acesso, apurou que nas três regiões, a dor crónica é a condição médica que justifica mais incapacidades temporárias ou permanentes, numa lista que inclui depressão, ansiedade, artrite, doenças cardiovasculares, enxaquecas, insónia e doenças respiratórias.
 

A dor crónica, depressão e distúrbios de ansiedade justificam quase metade das incapacidades permanentes declaradas na zona centro-oeste (Bélgica, França, Alemanha, Holanda e Irlanda do Norte) e na zona sul, enquanto a dor crónica, doenças cardiovasculares e enxaquecas tiveram resultados mais elevados na zona centro leste (Bulgária e Roménia).
 

Na zona sul, a depressão justifica a incapacidade total em 24,4% dos casos, seguida da artrite (16,9%) e a ansiedade (16,8%). Por outro lado, na zona centro leste, os distúrbios mentais justificam menos de 10% das incapacidades totais.
 

Os autores do estudo salientam que a perda de capacidade de trabalho provocada por "condições de saúde comuns e tratáveis é tudo menos negligenciável".
 

Alertam ainda que a incapacidade temporária pressagia a permanente e que, de acordo com estudos anteriores, 40% do custo da perda de produtividade por razões médicas é o dinheiro gasto para tratá-las.
 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

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