Identificados compostos para potenciais fármacos contra Alzheimer e envelhecimento

Estudo publicado na revista “Trends in Pharmacological Sciences”

16 novembro 2018
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Uma equipa de investigadores identificou uma subclasse única de compostos antienvelhecimento (conhecidos como “geroprotetores”), que poderão conduzir ao desenvolvimento de fármacos para a doença de Alzheimer e que desaceleraram o processo de envelhecimento em ratinhos.
 
O envelhecimento constitui, como se sabe, o maior fator de risco para muitas doenças, como a Alzheimer e o cancro.
 
Num estudo conduzido pelos investigadores do Instituto Salk, EUA, foi descoberta a subclasse de geroprotetores, a qual foi denominada “geroneuroprotectors” (abreviado como “GNP”).
 
“O argumento para os geroprotetores é que se podemos prolongar a esperança de vida de organismos-modelo, como ratinhos, e traduzir este efeito para os humanos, deveríamos então conseguir desacelerar a incidência de muitas doenças associadas ao envelhecimento como a Alzheimer, Parkinson, cancro e a fragilidade geral”, indicou David Schubert, primeiro autor do estudo.
 
A equipa começou com dois químicos encontrados em plantas e com propriedades medicinais comprovadas: a fitesina, um produto natural derivado da fruta e vegetais, e a curcuma, derivada da especiaria açafrão-da-terra. 
 
A partir daqueles compostos, a equipa sintetizou três candidatos a fármacos para a Alzheimer, conhecidos como CMS121, CAD31 e J147, com base na sua capacidade de proteger os neurónios de inúmeras toxicidades associadas ao cérebro em envelhecimento. 
 
Os compostos CMS121, CAD31 e J147, assim como a fitesina e a curcuma, demonstraram reduzir os marcadores moleculares do envelhecimento, assim como da demência e ainda prolongaram a esperança de vida mediana de ratinhos e moscas. 
 
Foi ainda demonstrado que as vias moleculares daqueles compostos eram os mesmos de dois outros compostos que aumentam a esperança de vida de muitos animais. 
 
Assim, e com base em estudos anteriores, a equipa considera que a fitesina, a curcuma e os três compostos candidatos a fármacos para a Alzheimer integram a definição de “geroneuroprotectors”. 
 
“Uma vez que descobrimos que os produtos naturais curcuma e fitesina são igualmente GNP e estão disponíveis comercialmente como suplementos, poderiam proporcionar benefícios terapêuticos desde já”, disse Pamela Maher, autora sénior do estudo.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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