Fumar acelera o envelhecimento

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

21 janeiro 2019
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Um novo estudo demonstrou que o tabagismo efetivamente acelera o envelhecimento. 
 
Conduzido por uma equipa de investigadores da empresa de biotecnologia e inteligência artificial norte-americana Insilico Medicine, o estudo empregou aprendizagem profunda na área da bioquímica para determinar, com precisão, a idade biológica de fumadores e prever a frequência e efeitos do tabagismo.
 
Para o estudo, os investigadores contaram com os registos de 149.000 indivíduos adultos, que incluíam a sua idade, sexo, perfis sanguíneos e tabagismo. 33% (49.000) dos participantes tinham relatado ser fumadores.
 
A equipa conseguiu assim determinar as diferenças na idade biológica entre os fumadores e os não-fumadores e avaliar o impacto do tabagismo.
 
Através de modelos de previsão da idade desenvolvidos por técnicas de aprendizagem profunda supervisionadas, a equipa analisou vários marcadores bioquímicos, incluindo índices de hemoglobina glicada, ureia, glicose em jejum e ferritina. 
 
Os resultados revelaram que os fumadores evidenciavam um maior rácio de envelhecimento do que os não-fumadores.
 
Efetivamente, em termos biológicos, em relação aos não-fumadores, as mulheres fumadoras demonstravam ter o dobro da sua idade cronológica e os homens fumadores 1,5 vezes.
 
Segundo os investigadores, a investigação das análises ao sangue através da aprendizagem profunda poderá substituir o método pouco preciso de relato do próprio paciente sobre os seus hábitos tabágicos. 
 
“Fumar é um problema sério que destrói a saúde das pessoas, causa mortes prematuras e é frequentemente a causa de muitas doenças graves. Aplicámos inteligência artificial para provar que fumar faz aumentar a nossa idade biológica de forma significativa”, concluiu Polina Mamoshina, investigadora sénior neste estudo. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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