Fertilização in vitro associada a doença cardíaca fatal na gravidez

Estudo apresentado no Congresso Heart Failure 2019

30 maio 2019
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As mulheres submetidas a tratamentos de fertilidade poderão correr um risco mais elevado de cardiomiopatia periparto, uma causa de insuficiência cardíaca associada à gravidez.
 
A cardiomiopatia periparto afeta cerca de uma em cada 1.000 mulheres grávidas globalmente. O coração fica dilatado e fraco no final da gravidez ou puerpério, podendo ser fatal tanto para a mãe como para o bebé. Os sintomas da doença incluem falta de ar, inchaço nas pernas e despertares noturnos para urinar. 
 
Para o estudo, uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina de Hannover, Alemanha, recrutou 111 pacientes com cardiomiopatia periparto. 
 
A equipa questionou as participantes relativamente ao seu historial e tratamentos de fertilidade, tendo ainda contado com dados disponibilizados por clínicas de fertilidade.
 
Foi apurada a existência de índices elevados de subfertilidade em pacientes com cardiomiopatia periparto. 
 
Um terço das participantes apresentava dificuldades em engravidar apesar de manterem relações sexuais regulares nos últimos seis meses, em comparação com 20% da população geral na Alemanha.
 
A equipa observou ainda que os nascimentos com a utilização de tecnologias de procriação medicamente assistida eram cinco vezes mais comuns nas mulheres com cardiomiopatia periparto: 13% dos bebés tinham sido concebidos artificialmente contra 2,6% na população geral. 
 
A equipa admite que a elevada prevalência de subfertilidade e nascimentos através da procriação medicamente assistida em pacientes com cardiomiopatia periparto possa ser devida a vários fatores de risco.
 
“As mulheres submetidas a fertilização artificial são normalmente mais velhas e o parto é mais frequentemente por cesariana, pelo que elas já possuem dois fatores de risco para a CMP [cardiomiopatia periparto]”, explicou Hilfiker-Kleiner, coautora do estudo.
 
“Os tratamentos de fertilidade em si induzem gravidezes múltiplas, o que também aumenta o risco de CMP”, acrescentou.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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