Fármacos para artrite são seguros na gravidez

Estudo publicado na revista “Arthritis & Rheumatology”

21 maio 2018
  |  Partilhar:
Um novo estudo demonstrou que as mulheres grávidas com artrite reumatoide (AR) poderão usar certos fármacos para aquela doença autoimune, praticamente sem risco para a saúde do feto.
 
A AR é uma doença debilitante, sem cura, que afeta cerca de 1% da população adulta e apresenta consequências físicas, emocionais e económicas. Esta doença autoimune afeta duas a três vezes mais as mulheres do que os homens e causa inflamação crónica nas articulações e outras partes do corpo.
 
Para o estudo que foi efetuado por uma equipa de investigadores liderada por Évelyne Vinet, do Instituto de Investigação do Centro de Saúde da Universidade McGill, Canadá, foram analisadas quase 3.000 crianças de mães com AR e ainda um grupo aleatório com 15.000 crianças que foram acompanhadas durante o seu primeiro ano de vida.
 
Do grupo das crianças com mães com AR, 380 tinham sido expostas a fármacos imunossupressores para a AR, conhecidos como inibidores do fator de necrose tumoral, que são usados para reduzir a inflamação e a dor. 
 
A equipa não observou um risco excessivo de efeitos secundários graves, quando comparou as crianças expostas a inibidores do fator de necrose tumoral às outras, cujas mães tinham AR e às crianças do grupo de controlo. 
 
Com efeito, 3,2% das crianças expostas a inibidores do fator de necrose tumoral apresentavam infeções graves. Este número foi ligeiramente superior aos 2% do grupo de crianças não expostas a inibidores do fator de necrose tumoral, e aos 1,9% do grupo de controlo.
 
Os investigadores concluíram que embora os inibidores do fator de necrose tumoral atravessem a placenta, não fazem aumentar a imunossupressão e não põem em risco a capacidade da criança para combater infeções.
 
“Saber que não existe necessariamente uma associação entre as infeções e estes fármacos para a AR é muito tranquilizador para as futuras mães”, concluiu Évelyne Vinet. A investigadora recomenda, no entanto, que se conduzam mais estudos antes de se alterar as recomendações existentes relativamente ao tratamento da doença durante a gravidez.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentar