Estudo questiona o conhecimento atual sobre o sono

Estudo publicado na revista “Nature Communications”

29 março 2019
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Uma equipa internacional de investigadores fez uma descoberta pioneira sobre padrões e redes cerebrais de grande escala que controlam o sono.
 
O notável achado oferece conhecimento que poderá a longo-termo ajudar a perceber e a resolver os problemas de sono que afetam uma considerável parte da população mundial.
 
Os investigadores da Universidade de Aarhus, Dinamarca, e da Universidade de Oxford, Reino Unido, conseguiram descrever com um detalhe nunca visto os padrões e redes empregues pelo cérebro durante o sono, com a colaboração de 57 participantes saudáveis.
 
Através de ressonância magnética, em conjunto com algoritmos, os investigadores conseguiram identificar padrões na atividade cerebral.
 
“Os nossos resultados podem mudar a forma como entendemos o sono e, ainda mais, a forma como percecionamos os problemas de sono como a insónia”, avançou Angus Stevner, investigador que liderou o estudo.
 
“Esperamos conseguir utilizar esta categorização nova e detalhada do sono para identificar alterações na atividade cerebral de pessoas que sofrem de certos problemas de sono inexplicados, como a dissónia e a insónia, que atualmente não conseguimos explicar”, revelou o investigador.
 
A forma tradicional de dividir o sono em quatro fases, em que cada uma produz ondas cerebrais diferentes, baseia-se em convenções históricas, muitas das quais remontam aos anos 1930, argumentou Angus Stevner. 
 
O especialista acrescentou que a descrição que a sua equipa propõe do sono é mais precisa e detalhada, consistindo num “número maior de redes cerebrais que alteram os seus padrões de comunicação e características dinâmicas durante o sono”.
 
“Os nossos resultados oferecem uma descrição moderna do sono humano como sendo uma função das complexas atividades do cérebro, e estamos a tentar ultrapassar a imagem de alguma forma simplificada que até agora tem caracterizado o nosso entendimento da atividade cerebral durante o sono”, concluiu.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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