Disfunção erétil indica maior risco cardiovascular

Estudo publicado na revista “Circulation”

13 junho 2018
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A disfunção erétil indica um maior risco de doenças cardiovasculares, independentemente de outros fatores de risco, como fumar, colesterol elevado e hipertensão, apurou um novo estudo.
 
“Os nossos resultados revelam que a disfunção erétil por si só é um potente prognosticador do risco cardiovascular”, confirmou Michael Blaha, investigador sénior do estudo, da Faculdade de Medicina Johns Hopkins em Baltimore, EUA.
 
Para o estudo, o investigador e colegas seguiram 1.914 homens, com idades compreendidas entre os 60 e os 78 anos, durante quatro anos. 
 
Durante o período de acompanhamento, ocorreram 115 ataques cardíacos fatais e não-fatais, acidentes vasculares cerebrais (AVC) fatais e não-fatais, paragens cardíacas e mortes cardíacas súbitas. 
 
Uma maior proporção dos homens que tinham relatado ter disfunção erétil (6,3%) teve mais ataques cardíacos, AVC e paragens cardíacas do que os que não tinham reportado ter disfunção erétil (2,3%). 
 
Mesmo após terem efetuado o ajuste relativo a outros fatores de risco para doenças cardiovasculares, o mesmo mantinha-se elevado nos homens com disfunção erétil, sendo quase o dobro do dos homens que não tinham relatado problemas de ereção.
 
Os investigadores consideram que estes achados sugerem que a disfunção erétil constitui um importante sinal de risco cardiovascular em homens de meia-idade e que os médicos deveriam prescrever rastreios cardiovasculares a todos os homens que se apresentem com aquele problema.
 
Igualmente, os investigadores recomendam todos os homens que tenham disfunção erétil a consultarem um cardiologista.
 
A disfunção erétil atinge cerca de 20% dos homens com mais de 20 anos, indicaram estudos anteriores. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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