DGS adverte que mortes maternas poderão aumentar em Portugal

As características da população de grávidas e parturientes mudaram

15 maio 2019
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A Direção-Geral da Saúde (DGS) advertiu que as mortes maternas poderão aumentar em Portugal devido às características da população de grávidas e parturientes.
 
Segundo apurou a agência Lusa, a taxa de mortalidade materna aumentou em 2017 para níveis que não se verificavam desde 1991, segundo dados que revelam que só nesse ano morreram nove mulheres durante a gravidez, parto ou no pós-parto.
 
Em comunicado, a DGS afirma que está a “acompanhar atentamente a evolução da situação, reforçando a necessidade de inquéritos epidemiológicos que analisem em detalhe cada morte”. Anuncia ainda que vai reforçar a monitorização e vigilância da mortalidade materna.
 
Em Portugal, a idade média das grávidas tem aumentado consistentemente, quer quando se considera qualquer gravidez, quer apenas para o primeiro filho, afirma, salientando que este aspeto influencia a mortalidade infantil e a mortalidade materna.
 
“Entre 2014 e 2017, quase 60% das mortes maternas ocorreram em mulheres com mais de 35 anos, enquanto apenas 30% das mães de todos os nados-vivos estavam nesse grupo etário”, observa a DGS.
 
A Direção-Geral da Saúde lembra que a mortalidade materna é influenciada por fatores como a idade da mulher na gravidez e no parto e a gravidade da patologia subjacente, que leva a maior complexidade nos cuidados a prestar e aumenta o risco de doença e de morte.
 
“A mortalidade materna é considerada também um indicador da facilidade de acesso da mulher aos cuidados de saúde e da capacidade do sistema de saúde para responder às suas necessidades”, adianta.
 
Em Portugal, “as mortes maternas poderão aumentar”, dadas “as características da nossa população de grávidas e parturientes, pelo que a monitorização e vigilância serão reforçadas”, salienta.
 
A DGS salienta a importância do papel dos órgãos de comunicação social “na sensibilização da população para o planeamento atempado das gravidezes, quer por questões de facilidade reprodutiva, que entre os 36 e os 39 anos reduz drasticamente, quer por razões de risco acrescido para a grávida e para o feto”.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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