Descobertas alterações em amostras de sangue associadas à doença de Alzheimer

Estudo publicado na revista “Clinical Epigenetics”

22 outubro 2019
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Um estudo da Universidade de Turku, na Finlândia, descobriu novas alterações em amostras de sangue de doentes com Alzheimer.
 
O desenvolvimento tardio da Alzheimer é afetado quer pelos fatores genéticos quer por fatores ambientais como o estilo de vida. 
 
Os fatores ambientais podem alterar a função dos genes associados à doença ao alterar a sua regulação epigenética, como por exemplo, influenciando a formação de ligação de grupos de metil nas regiões regulatórias de ADN que controlam as funções dos genes.
 
Ao isolar os níveis de metilação de ADN isolado de amostras de sangue de gémeos finlandeses, em que um tem a doença e o outro não, os investigadores descobriram marcas epigenéticas ligadas à doença em várias regiões genómicas. 
 
Uma das marcas era também mais proeminente em amostras do cérebro dos pacientes com Alzheimer.
 
Foi ainda observado que esta proeminência era influenciada não só pela doença como pela idade, género e pelo genótipo APOE, já associado ao risco de aparecimento da doença. Além disto, esta marca era ainda mais forte nos doentes que fumavam.
 
Não se conhece bem a função do gene onde esta marca está localizada, mas acredita-se que o seu produto iniba a atividade de certas enzimas cerebrais que editam o código traduzido do ADN para dirigir a formação de proteínas.
 
Estudos anteriores mostraram que remover esta área genómica em ratos promoveu problemas de aprendizagem e memória, característicos da doença de Alzheimer. 
 
Este estudo oferece novas informações sobre os mecanismos moleculares da doença.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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