Descoberta potencial forma de desacelerar o glioblastoma

Estudo publicado na revista “Cancer Research”

16 julho 2019
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Uma equipa de investigadores descobriu uma proteína que ajuda a manter as células estaminais cancerígenas do cérebro, mama e pele, tornando os tumores mais resistentes à quimioterapia.
 
Os investigadores liderados pelo Hospital St. Michael e pelo Hospital para Crianças Doentes (SickKids), em Toronto, Canadá, descobriram que a proteína conhecida como ID1 parece ser fundamental na iniciação do tumor. 
 
A proteína ID1 evita que outros genes sejam ativados ou reprimidos, através da ligação da mesma aos seus ativadores ou inibidores. A equipa observou que a ID1 ajuda a manter as células cancerígenas estaminais no glioblastoma, tornando-as menos sensíveis aos efeitos dos tratamentos como quimioterapia.
 
Segundo Sunit Das, coautor do estudo, este estudo provou que as células estaminais cancerígenas constituem uma pequena população dentro do tumor, mas que são essenciais pois são mediadoras da resistência ao tratamento e resistência do cancro. 
 
Os investigadores verificaram que ao silenciarem a proteína ID1 através de tecnologia CRISPR ou do fármaco pimozida, que é tradicionalmente usado no tratamento da psicose e da síndrome de Tourette, os tumores do glioblastoma desaceleraram o seu crescimento. Isto aplicou-se também a células de cancro da mama e da pele.
 
Foi ainda observado que o silenciamento total da ID1 ajudou os tumores a serem menos resistentes à quimioterapia. 
 
“Os nossos achados sugerem que poderemos conseguir aumentar a eficácia dos tratamentos que já possuímos, como a quimioterapia, em vez de termos que demorar muitos anos para criar tratamentos totalmente novos”, disse Sunit Das.
 
“Atuar nesta proteína com medicação poderá apresentar uma estratégia nova e potencialmente promissora para os pacientes com glioblastoma”, concluiu o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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