Contracetivos orais mais recentes podem reduzir risco de cancro do ovário

Estudo publicado na revista “BMJ”

02 outubro 2018
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Os tipos mais recentes de contracetivos orais combinados (que contêm doses mais baixas de estrogénios e de progestogénios) estão associados a um menor risco de cancro do ovário em mulheres jovens, concluiu um estudo.
 
Segundo o estudo da Universidade de Aberdeen na Escócia, Reino Unido, e a Universidade de Copenhague, na Dinamarca, este efeito positivo tornou-se mais forte com o uso prolongado daquele tipo de contracetivos orais e manteve-se durante anos após as utilizadoras terem deixado de os usar.
 
Para o estudo, os investigadores analisaram dados relativos a cerca de 1,9 milhões de mulheres dinamarquesas com 15 a 49 anos de idade, entre 1995 e 2014. 
 
As participantes foram categorizadas como nunca terem usado diferentes contracetivos hormonais, utilizadoras atuais ou recentes (até um ano após terem deixado de os utilizar) ou ex-utilizadoras (mais de um ano após terem deixado de usaram os contracetivos). Foi detetado que 86% das utilizadoras de contracetivos hormonais usavam produtos relacionados com produtos orais combinados.
 
Foi apurado que o número de cancros do ovário era mais elevado nas mulheres que nunca tinham usado contraceção hormonal, com 7,5 casos por 100 mil pessoas-anos. Por outro lado, nas mulheres que tinham já usado contraceção hormonal, o número de cancros do ovário era de 3,2 casos por 100 mil pessoas-anos. 
 
Não se observou uma proteção comprovada contra o cancro do ovário nas mulheres que usavam produtos com progestogénios apenas, embora os investigadores tenham detetado muito poucas mulheres que fossem utilizadoras exclusivas daqueles produtos.
 
A redução no risco oferecida pelos contracetivos orais combinados foi observada com quase todos os tipos de cancro do ovário e foram apurados resultados semelhantes nas mulheres que foram seguidas até mudarem de tipo de contracetivo.
 
Os investigadores calculam que a contraceção hormonal terá prevenido uns 21% de cancros do ovário naquele grupo de mulheres. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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