Consumo de antibióticos diminuiu nos hospitais e em ambulatório

Relatório do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos

22 novembro 2018
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Segundo dados divulgados pela Direção-Geral da Saúde (DGS), o consumo de antibióticos em meio hospitalar baixou, anunciou a agência Lusa.
 
“O consumo global de antimicrobianos em meio hospitalar reduziu-se, entre 2013 e 2017, 4,96% (de 1,64 DHD [Doses Diárias Definidas por 1.000 habitantes] para 1,53DHD)", indicam os números da DGS. 
 
Esta baixa deve-se essencialmente à redução do consumo de antibióticos da classe das quinolonas (-29,58%) e aminoglicosídeos (-19,43%), refere o relatório anual do Programa de Prevenção e Controlo de Infeções e de Resistência aos Antimicrobianos (PPCIRA).
 
Relativamente aos consumos em ambulatório (serviços de urgência, serviços de atendimento permanente, cuidados de saúde primários, cuidados continuados integrados e consultórios privados), o consumo baixou para 20,3 DHD em 2017.
 
A diretora do PPCIRA, Maria do Rosário Rodrigues, afirmou que “os números estão a diminuir porque têm sido feitos esforços nesse sentido”.
 
Maria do Rosário Rodrigues apontou como “pilares da área de controlo de infeção”, os programas de apoio à prescrição de antibióticos na área dos hospitais e cuidados de saúde primários e as “precauções básicas de controlo de infeção” sobre as quais se tem vindo a insistir.
 
“Em relação às resistências, também estamos com bons resultados. Temos na maior parte dos casos tendências de diminuição”, salientou.
 
A bactéria "Staphylococcus aureus resistente à Meticilina" (MRSA), que provoca infeções muito difíceis de tratar, está “a diminuir paulatinamente”, disse a responsável.
 
“As nossas mãos podem ser transmissoras e daí a importância grande na higiene das mãos como medida de controlo de contenção da transmissão deste microrganismo”, disse Maria do Rosário Rodrigues.
 
Para a descida da MSRA, contribuíram de forma “muito benéfica” as medidas conjuntas, a política de apoio de prescrição aos antibióticos, a insistência na higiene das mãos e das precauções básicas e a própria norma que saiu de rastreio e controlo da MRSA.
 
Já a bactéria "Klebsiella pneumoniae", que provoca pneumonias e infeções sanguíneas e do trato urinário entre outras doenças, está “em crescimento” em Portugal e em outros países da Europa.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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