Consumo de álcool na gravidez: perigos poderão não ser valorizados

Estudo publicado na “Alcoholism: Clinical and Experimental Research”

20 agosto 2019
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Um estudo revelou que alguns profissionais de saúde pré-natal poderão não estar a valorizar adequadamente os perigos do consumo de bebidas alcoólicas nas grávidas. 
 
O consumo de álcool durante a gravidez poderá ter consequência prejudicais sobre o feto como problemas de crescimento, anomalias faciais e problemas neuro-comportamentais. Até à data não foi provado que qualquer quantidade de álcool seja segura durante a gravidez. 
 
O estudo que foi desenvolvido por investigadores da Universidade Wayne State, EUA, teve por base a análise de 578 respostas a uma sondagem efetuada a enfermeiros que prestavam cuidados pré-natais e a enfermeiros parteiros. Os profissionais pertenciam ao Colégio Americano de Enfermeiros Parteiros.
 
A sondagem avaliava o conhecimento dos profissionais de saúde relativamente ao uso de bebidas alcoólicas na gravidez, atitudes perante barreiras ao rastreio do uso de bebidas alcoólicas e o uso de ferramentas de rastreio padrão na prática clínica.
 
Como resultado, “apenas um em três disseram que faziam o rastreio do uso de álcool pelo menos nalgumas ocasiões”, referiu John Hannigan, um dos autores do estudo.
 
Foi verificado que 44% dos enfermeiros consideravam que o consumo de uma bebida alcoólica por ocasião era aceitável na gravidez e 38% considerava ser seguro consumir bebidas alcoólicas pelo menos durante um trimestre da gravidez.
 
Os resultados vão ao encontro de estudos anteriores que tinham demonstrado que os prestadores de cuidados de saúde pré-natal estão frequentemente mal informados relativamente aos riscos do consumo de álcool durante a gravidez e não fazem um rastreio ativo do seu uso com as grávidas.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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