Composto de putrefação pode ser chave no tratamento de aterosclerose
Estudo publicado na revista “Cell Metabolism”
07 fevereiro 2020
Investigadores do Centro Médico Irving da Universidade de Columbia, EUA, descobriram que a falta do composto putrescina pode ser responsável pela aterosclerose.
A descoberta foi realizada durante o estudo do processo de remoção de células mortas pelos macrófagos que, se não for bem realizado, origina inflamação e morte de tecidos. Julga-se que este sistema tão fundamental para o corpo esteja corrompido na aterosclerose, promovendo a acumulação de placas.
Ao analisar este mecanismo em laboratório, a equipa de cientistas descobriu o papel da putrescina: os macrófagos retiram arginina e aminoácidos das células mortas e transformam a arginina em putrescina. Esta por sua vez ativa a proteína Rac1 que sinaliza os macrófagos para eliminarem mais células mortas.
Em ratinhos, verificou-se que os animais com aterosclerose tinham pouca putrescina por não terem a enzima chave (arginase 1) para a produzir, mas quando a putrescina foi adicionada à água ingerida pelos ratinhos, os seus macrófagos melhoraram a eliminação de células mortas e de placas.
Apesar de a putrescina ter um odor pútrido, quando dissolvida na água deixa de o emanar, sendo que os ratos beberam a água sem problema. Esta descoberta sugere que pode ser usada para tratar doenças relacionadas com inflamação.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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