Como prognosticar a sobrevivência em pacientes com cancro do esófago?

Estudo publicado na revista “Annals of Surgery”

20 agosto 2019
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Uma equipa de investigadores descobriu que a resposta dos gânglios linfáticos à quimioterapia adjuvante é mais eficaz do que a resposta dos tumores primários à quimioterapia neoadjuvante no cancro do esófago. 
 
É atualmente difícil aos médicos conseguirem estimar a recidiva e sobrevivência de pacientes com cancro do esófago. 
 
Embora sejam usadas tecnologias como a tomografia computorizada e a endoscopia para examinar os tumores primários no esófago, é difícil medi-los devido ao formato do órgão. Torna-se assim difícil prever a recidiva do cancro e sobrevivência dos pacientes.
 
Os investigadores da Universidade de Osaka, no Japão, propuseram-se então, contornar esta lacuna, através da procura de outro indicador para os resultados nos pacientes. 
 
“A frequência de metástase nos gânglios linfáticos é muito elevada, particularmente no cancro do esófago avançado, em comparação com outros cancros gastrointestinais”, explicaram Shinya Urakawa e Tomoki Makino, investigadores que lideraram o estudo.
 
A equipa especulou que, sendo assim, a resposta dos gânglios linfáticos poderia ser mais útil do que a dor tumores primários em prever a eficácia da quimioterapia e o prognóstico de pacientes com cancro do esófago com metástases.
 
Para o efeito, os investigadores mediram os gânglios linfáticos antes e após a quimioterapia neoadjuvante, através de tomografia computorizada. A resposta à quimioterapia foi avaliada através da monitorização dos tamanhos respetivos dos tumores primários e de todos os gânglios linfáticos que correspondiam a um grupo de critérios específicos. 
 
Foi observada uma elevada discordância entre a resposta dos tumores primários e dos gânglios linfáticos. Cada gânglio linfático tinha respondido de forma diferente, inclusivamente num mesmo paciente. A equipa conclui que poderá ser útil considerar todos os gânglios linfáticos com metástases para se obter uma avaliação mais precisa da resposta à quimioterapia neoadjuvante.  
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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