Cientistas encontraram solução para evitar metástases?

Estudo publicado na revista “Proceedings of the Nacional Academy of Sciences”

30 junho 2017
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Uma equipa de investigadores poderá ter descoberto uma forma de desacelerar ou mesmo travar a metastização das células cancerígenas.
 
Num estudo liderado por Mostafa El-Sayed, docente de Química e Bioquímica no Instituto de Tecnologia da Georgia, EUA, os investigadores conseguiram cortar as filopódias, que são protrusões nas células cancerígenas que permitem que as mesmas se movimentem e migrem.
 
As filopódias são protrusões finas e longas e uma extensão dos lamelipódios, os quais são expansões semelhantes a folhas encontrados à volta das extremidades da célula. São as filopódias e os lamelipódios que permitem que a célula se movimente nos tecidos.
 
Nas células cancerígenas existe uma produção excessiva de filopódias e de lamelipódios.
 
Para o estudo, a equipa desenvolveu uma nova técnica em que empregou nanopartículas de ouro ou “nanorods”, para obstruir as filopódias e os lamelipódios nas células cancerígenas.
 
Os investigadores revestiram as nanopartículas com uma camada de moléculas conhecidas como peptídeos RGD que permitem a sua adesão à integrina, um tipo de proteína que orienta o citoesqueleto (o suporte estrutural da célula) na produção excessiva de filopódias e lamelipódios. 
 
Além de conferir o formato à célula, o citoesqueleto tem outras funções como a formação de filopódias.
 
As nanopartículas foram introduzidas localmente. Yan Tang, coautor do estudo, explicou que foi observado que o simples facto de as nanopartículas se terem ligado à integrina provocou um atraso na migração das células cancerígenas.
 
“Existem certas, específicas integrinas que são produzidas em excesso nas células cancerígenas”, explicou Moustafa Ali, um dos autores do estudo. “E não se encontram tanto nas células saudáveis”, acrescentou.
 
Uma das grandes vantagens desta técnica é que as células saudáveis não são afetadas, ao contrário do que sucede com a quimioterapia.
 
Numa segunda parte do ensaio as nanopartículas de ouro foram aquecidas com uma luz de quase-infravermelhos, o que fez travar a migração das células malignas. Os investigadores não exterminaram todas as células malignas para verificar se efetivamente as mesmas tinham deixado de migrar. 
 
No entanto, a equipa diz que este método inovador poderá ser ajustado de forma a exterminar as células cancerígenas. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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