Benralizumab não é eficaz na doença pulmonar obstrutiva crónica

Estudo publicado na revista “New England Journal of Medicine”

24 maio 2019
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O fármaco benralizumab para o tratamento da asma não demonstrou reduzir os índices de exacerbações anuais em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crónica (DPOC), com um historial de exacerbações moderadas e severas frequentes e inflamação eosinofílica. 
 
O benralizumab é um tipo de fármaco conhecido como um anticorpo monoclonal anti-interleucina-5, aprovado para o tratamento da asma eosinofílica severa.
 
Um ensaio clínico anterior de fase II com aquele fármaco não tinha detetado uma redução significativa no índice de exacerbações em pacientes com inflamação eosinofílica nas vias aéreas. 
 
A inflamação eosinofílica ocorre quando se dá uma acumulação de eosinófilos, um tipo de glóbulos brancos que ajudam a combater infeções e contribuem para a resposta imunitária do organismo. A inflamação eosinofílica está associada a um maior risco de exacerbações.
 
Na fase III do ensaio, os investigadores da Faculdade de Medicina de Lewis da Universidade Temple, EUA, procurou determinar se a capacidade de o benralizumab remover os eosinófilos das vias aéreas de pacientes com inflamação eosinofílica causaria uma redução nas exacerbações de DPOC.
 
Para o ensaio, a equipa contou com a participação de mais de 3.000 pacientes com 40 a 85 anos de idade, recrutados em centenas de instituições à volta do mundo. 
 
Os pacientes receberam um placebo ou benralizumab por via de injeção subcutânea, de quatro em quatro semanas para as primeiras três doses e depois a cada oito semanas durante um período de tratamento de 56 semanas.
 
“Os achados nestes dois ensaios sugerem que a depleção de eosinófilos poderá não melhorar completamente os resultados da exacerbação em pacientes com DPOC”, indicou Gerard Criner, investigador que coliderou o estudo. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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