Baixa testosterona em homens associada a doenças crónicas

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

27 abril 2018
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O nível total de testosterona nos homens poderá estar associado a bem mais do que problemas de saúde sexual e de preservação da massa muscular, indicou um estudo.
 
Com efeito, uma equipa de investigadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Michigan estabeleceu uma associação entre níveis baixos daquela hormona e doenças crónicas, a qual foi visível, inclusivamente, em homens com 40 anos e menos de idade.
 
Considerando que a crescente prevalência de doenças crónicas entre a população masculina mais velha, e que uma das consequências da obesidade e falta de atividade física faz diminuir o nível de testosterona nos homens, a equipa liderada por Mark Peterson decidiu analisar a relação entre a hormona, a idade e as doenças crónicas naquela população.
 
Os investigadores basearam a sua pesquisa nos dados de uma sondagem sobre saúde e nutrição norte-americana. A sondagem incluía 2.399 homens com pelo menos 20 anos de idade e havia informação completa sobre dados demográficos, diagnósticos de doenças crónicas, análises aos níveis de testosterona e a fatores de risco para doenças cardiometabólicas, etc.
 
A equipa analisou a prevalência, nos participantes, de nove doenças crónicas diferentes: diabetes de tipo 2, doença cardiovascular, acidente vascular cerebral (AVC), triglicerídeos elevados, hipertensão, hipercolesterolémia, hipertensão, depressão clínica e artrite.
 
Foi também analisada a prevalência de multimorbidade, ou seja, a presença de duas ou mais doenças crónicas, em três faixas etárias: homens jovens, de meia-idade e mais velhos, com e sem baixo nível testosterona. 
 
Foi observado que a baixa testosterona total estava associada à multimorbidade em todas as faixas etárias, sendo mais prevalente nos jovens e homens mais velhos com hipogonadismo ou défice de testosterona. 
 
“Muitos homens não devem saber quais são os fatores de risco para o défice de testosterona devido ao seu atual estilo de vida”, disse o autor principal do estudo. “Mais importante é o facto de que a redução nos níveis poderá estar a contribuir para um declínio silencioso na saúde em geral e para um aumento das doenças crónicas”, alertou. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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