Antioxidante pode proteger contra doença hepática

Estudo publicado na revista “Federation of American Societies for Experimental Biology”

06 janeiro 2017
  |  Partilhar:

Um antioxidante comum encontrado no leite materno e alimentos como o kiwi, soja, salsa, aipo, e papaia pode proteger contra a doença do fígado gordo não alcoólica induzida pela obesidade, sugere um estudo publicado na revista “Federation of American Societies for Experimental Biology”.
 

Os investigadores da Universidade do Colorado, nos EUA, constataram que quando a pirroloquinolina quinona (PQQ, sigla em inglês) era administrada a ratinhos obesos durante a gravidez e lactação, a descendência ficava protegida contra os sintomas associados ao fígado gordo e danos que conduzem à doença do fígado gordo não alcoólica no início da idade adulta.
 

A doença do fígado gordo não alcoólica que aumenta o risco de doenças cardiovasculares, diabetes tipo 2 e cancro do fígado é a doença hepática mais comum no mundo inteiro.
 

Estudos anteriores já tinham indicado que as crianças nascidas de mães obesas eram mais propensas a desenvolver doença do fígado gordo não alcoólica ao longo da vida. Karen Jonscher, a líder do estudo, referiu que de facto um terço dos indivíduos obesos com menos de 18 anos podem ter doença hepática não diagnosticada que, quando descoberta, é provável que esteja mais avançada.
 

Neste estudo os investigadores utilizaram ratinhos grávidos e obesos para determinar se a administração de um novo antioxidante durante a gravidez e amamentação poderia impedir o desenvolvimento da doença do fígado gordo não alcoólica na descendência.
 

Os investigadores alimentaram os ratinhos com dietas saudáveis ou dietas ocidentais que são ricas em gordura e açúcar, ao longo de 20 semanas. A PQQ foi administrada aos dois grupos de animais através da água.
 

O estudo apurou que os ratinhos alimentados com uma dieta ocidental aumentaram mais de peso do que aqueles alimentados com uma dieta saudável. Verificou-se que a PQQ não alterou o aumento de peso, mas reduziu a gordura no fígado antes mesmo dos animais terem nascido.
 

O antioxidante também reduziu a inflamação no fígado dos ratinhos alimentados com a dieta ocidental. Observou-se que a PQQ protegeu os animais adultos de desenvolver doença hepática, mesmo quando a administração foi interrompida após três semanas quando os ratinhos deixaram de ser amamentados.

 

A investigadora acredita que o antioxidante pode afetar as vias que são importantes para o início das doenças associadas à obesidade materna, às dietas ricas em gordura e à inflamação.

 

A cientista concluiu que este antioxidante pode possivelmente ser utilizado como um suplemento pré-natal ou da lactação para proteger as crianças nascidas de mães obesas de desenvolverem doenças hepáticas e cardiovasculares na idade adulta. Contudo, Karen Jonscher refere que as mulheres grávidas devem sempre consultar o seu médico antes de tomarem qualquer suplemento.

 

ALERT Life Sciences Computing, S.A.

Partilhar:
Comentários 0 Comentar