Aborto volta a baixar em 2016, trabalhadoras não qualificadas predominam pela primeira vez

Dados de relatório da Direção Geral da Saúde

12 dezembro 2017
  |  Partilhar:
As trabalhadoras não qualificadas foram a categoria que, pela primeira vez, predominou entre as mulheres que realizaram uma interrupção da gravidez em 2016, procedimento que voltou a baixar nesse ano.
 
Segundo apurou a agência Lusa, o relatório dos registos das interrupções da gravidez (IG), divulgado pela Direção Geral da Saúde (DGS), menciona que em 2016 o número de IG voltou a diminuir, de 16.028 (em 2015) para 15.959.
 
Deste número, as IG por opção da mulher nas primeiras dez semanas constituem cerca de 96,6% do total das intervenções realizadas, seguindo-se a “grave doença ou malformação congénita do nascituro” (2,77%) e outras.
 
A categoria das “trabalhadoras não qualificadas” aumentou, tendo sido a predominante nesse ano (21,31%) e ultrapassado, pela primeira vez, a de “desempregado” (18,62%). Em terceiro lugar surge a categoria de “estudante”, com 15,96% das IG realizadas em 2016.
 
Sobre o grau de instrução, o documento indica que mais de um terço (39,6%) das mulheres tem o ensino secundário, 25,1% o terceiro ciclo do ensino básico, 23,5% o ensino superior e 9% o segundo ciclo do ensino básico.
 
O documento indica que o número de IG em mulheres de nacionalidade estrangeira diminuiu no ano passado (18,3% em 2015 e 17,7% em 2016).
 
Entre as mulheres de nacionalidade estrangeira que realizaram IG em Portugal, as de origem cabo-verdiana foram as que mais recorreram a este serviço (3,85%), seguindo-se as brasileiras (2,46%), as angolanas (2,11%), as guineenses (1,20%), as são-tomenses (0,90%), as romenas (0,75%), as ucranianas (0,65%) e as chinesas (0,56%).
 
Por idades, o grupo etário entre os 20 e os 24 anos foi o que mais IG praticou, seguindo-se o situado entre os 25 e os 29 anos e, em terceiro lugar, o grupo entre os 30 e os 34 anos.
 
Segundo o relatório, "entre as mulheres que efetuaram uma IG em 2016, 70% nunca tinham realizado anteriormente uma interrupção, 21,7% realizaram uma, 5,9% tinham realizado duas e 2,4% já tinham realizado três ou mais no decorrer da sua idade fértil”.
 
A esmagadora maioria (94,5%) das mulheres que realizou um IG por opção escolheram, posteriormente, um método de contraceção.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
Partilhar:
Ainda não foi classificado
Comentários 0 Comentar