10% dos portugueses não compraram medicamentos por falta de dinheiro em 2017

Estudo conduzido pela Universidade Nova de Lisboa

08 março 2018
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Um em cada dez portugueses deixou no último ano de comprar medicamentos prescritos pelo médico por falta de dinheiro, anunciou a agência Lusa.
 
Segundo um estudo elaborado pela escola de gestão de informação da Universidade Nova de Lisboa (NOVA IMS), que vai ser hoje apresentado, 10,8% dos portugueses optaram por não comprar algum medicamento prescrito por um médico devido ao custo dos fármacos, um valor que em 2016 tinha chegado aos 11,8%.
 
De acordo com este trabalho, a percentagem de doentes que deixaram de comprar medicamentos por causa do preço tem vindo sempre a baixar, passando dos 15,7% no primeiro ano de elaboração do estudo (2014) para os 14,2% em 2015.
 
Este estudo, que envolveu um inquérito com 500 entrevistas num universo de mais de 8,6 milhões de pessoas e cujos resultados foram extrapolados segundo uma pós-estratificação que tem por base as variáveis género e classe etária, mostrou ainda que subiu de 86,7 para 89,1 a percentagem de pessoas que tomaram no último ano medicamentos prescritos pelo médico.
 
Destes doentes, em mais de metade dos casos (59,5%) algum destes fármacos fazem parte de uma terapêutica prolongada/regular (para tratamento de uma doença crónica), um valor inferior aos 65,3% registados no ano de 2016, acrescenta o documento.
 
Sobre o seu estado de saúde, quase metade dos portugueses (45%) considera que afeta as tarefas diárias, percentagem ligeiramente inferior aos que consideram que o estado de saúde lhes provoca dor ou mau estar (47%) e aos que responderam que afeta negativamente a sua qualidade de vida (48%).
 
O estudo revela ainda que, apesar de na ótica dos portugueses a qualidade dos serviços ter diminuído ligeiramente no ano passado (66.7 pontos, menos 1,6 do que em 2016), a qualidade técnica efetiva do SNS - que usou 13 indicadores validados e ponderados por um grupo de peritos – subiu substancialmente, alcançando os 73.8 pontos (mais 5,3 dos que no ano anterior).
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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