Vai à praia? Não se esqueça do protetor solar de ADN

Estudo publicado na revista “Scientific Reports”

28 julho 2017
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Uma equipa de investigadores desenvolveu uma película protetora feita de ADN que protege a pele dos raios ultravioleta. 
 
Num estudo desenvolvido por uma equipa de investigadores da Universidade de Binghamton da Universidade Estadual de Nova Iorque, EUA, a nova película de ADN torna-se mais eficaz a proteger a pele à medida que aumenta o tempo de exposição da mesma ao sol, mantendo a pele hidratada também.
 
Guy German, professor assistente de Engenharia Bioquímica na Universidade de Binghamton e investigador principal do estudo, avançou: “a luz ultravioleta (UV) pode, com efeito, danificar o ADN e isso não é bom para a pele”.
 
O investigador explicou a ideia subjacente a este trabalho: “pensámos, vamos inverter isto. O que acontece se em vez disso usássemos o ADN como camada sacrificada? Assim, em vez de se danificar o ADN da pele, danifica-se o ADN que reveste a pele”. 
 
A partir daquele conceito, a equipa desenvolveu películas oticamente transparentes e cristalinas de ADN e irradiou-as com luz UV. Como resultado, descobriram que quanto mais expunham as películas à luz UV, mais eficazes as mesmas se tornavam na absorção da luz.
 
“Se traduzirmos aquilo, significa para mim que se utilizarmos isto como um creme tópico ou um protetor solar, quanto mais tempo ficarmos na praia, melhor aquele se torna como protetor solar”, comentou Guy German.
 
Adicionalmente, os revestimentos de ADN são higroscópicos, ou seja, têm a capacidade de armazenar e reter água muito mais do que a pele sem o revestimento. Ao serem aplicadas na pele humana, as películas têm a capacidade de desacelerar a evaporação da água, mantendo o tecido hidratado por mais tempo.
 
“Não só consideramos que isto poderá ter aplicação diretamente em protetores solares e cremes hidratantes, mas se for oticamente transparente e prevenir a danificação do tecido pelo sol e for bom a manter a pele hidratada, achamos que poderá ser potencialmente explorado como uma cobertura de lesões para ambientes extremos”, concluiu o investigador.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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