Tabaco aquecido e cigarros eletrónicos têm outros tóxicos ocultados

A propósito do 35º Congresso de Pneumologia

12 novembro 2019
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O cigarro eletrónico e o tabaco aquecido possuem tóxicos que não existem nos cigarros tradicionais, com riscos acrescidos para a saúde humana, podendo mesmo a vir a causar novas doenças, defende uma médica pneumologista.
 
"Quer nos cigarros eletrónicos, quer no tabaco aquecido, existem outros tóxicos que não existem no cigarro tradicional e que têm riscos acrescidos para a saúde humana", referiu Sofia Ravara, pneumologista e professora de Medicina Preventiva.
 
"Os consumidores estão a inalar partículas de metal da própria peça metálica pela qual é constituído o cigarro eletrónico", argumentou.
 
No caso do tabaco aquecido, pelo facto de ter um filtro de plástico e não um filtro de papel como o cigarro tradicional, é libertada "uma substância altamente tóxica" que pode causar danos no fígado e até "resultar em novas doenças".
 
Sofia Ravara falava à margem da sessão "A verdade da mentira: 'factcheck' sobre novas formas de tabaco" que abordou os potenciais efeitos na saúde das novas formas de tabaco.
 
Na sessão, Pedro Vaz, engenheiro químico, apresentou uma extensa lista de componentes que constituem o tabaco aquecido e o cigarro eletrónico, apesar de as embalagens dizerem que têm apenas "meia dúzia".
 
Um vídeo exibido no congresso pretendia esclarecer se é ou não verdade que existe uma redução média de entre 90 a 95% na quantidade de substâncias nocivas que resultam do consumo das novas formas de tabaco, por comparação com os cigarros.
 
A conclusão apresentada é que essa afirmação é falsa, apesar de ter sido divulgada na comunicação social e citada em publicações como o relatório de saúde pública de Inglaterra como sendo resultado de um consenso de especialistas alegadamente independentes.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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