Suplementos de glucosamina poderão reduzir risco cardiovascular

Estudo publicado na revista “BMJ”

17 maio 2019
  |  Partilhar:
Um estudo recente apurou que o uso regular de suplementos de glucosamina poderá estar relacionado com um risco inferior de eventos cardiovasculares.
 
A glucosamina é um suplemento alimentar bastante conhecido, usado para aliviar a osteoartrite e dores nas articulações. 
 
Segundo o estudo conduzido por investigadores da Universidade de Tulane em Nova Orleães, EUA, a glucosamina poderá ajudar a prevenir eventos cardiovasculares como doença coronária e acidente vascular cerebral (AVC). Contudo, disseram os investigadores, são necessários ensaios clínicos para testar esta teoria.
 
Para a sua investigação, que foi liderada por Lu Qi, a equipa contou com informação de 466.039 participantes da extensa base de dados UK Biobank, que não tinham doenças cardiovasculares. 
 
Os participantes tinham completado um questionário sobre o uso de suplementos, incluindo glucosamina. Os investigadores recorreram a certidões de óbito e registos hospitalares para monitorizar eventos cardiovasculares, incluindo morte por problema cardiovascular, doença coronária e acidente vascular cerebral durante um período médio de sete anos.
 
De forma geral, no início do estudo 19,3% dos participantes relatavam usar glucosamina. 
 
A equipa apurou que o uso de glucosamina estava associado a um risco 15% inferior de eventos cardiovasculares totais e 9 a 22% no risco de doença coronária, AVC e morte cardiovascular em comparação com a ausência de uso.
 
A associação entre o uso de glucosamina e doença coronária foi mais pronunciada nos fumadores atuais (37%) em relação a quem nunca tinha fumado (12%) ou ex-fumadores (18%).
 
Os investigadores apontam várias razões possíveis para os resultados observados. A glucosamina está ligada à redução nos níveis de um químico associado à inflamação e os fumadores apresentam um índice de inflamação e de risco cardiovascular superiores aos dos não-fumadores. 
 
Adicionalmente, a glucosamina poderá simular uma dieta pobre em hidratos de carbono, que está inversamente associada ao desenvolvimento de doenças cardiovasculares.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
Partilhar:
Comentários 0 Comentário