Sono de curta ou longa duração associado a fibrose pulmonar
Estudo publicado na revista “PNAS”
06 janeiro 2020
Uma equipa de investigadores descobriu que dormir regularmente menos de quarto horas ou mais de 11 horas diárias pode fazer duplicar ou triplicar o risco de fibrose pulmonar em relação a dormir regularmente sete horas diárias.
A conclusão foi de um estudo conduzido por investigadores de várias instituições, incluindo a Universidade de Manchester no Reino Unido.
O estudo sugere ainda que o relógio biológico será o responsável por aquela associação.
O nosso relógio biológico regula quase todas as células do corpo humano, sendo responsável por ciclos de 24 horas em muitos processos como dormir, segregação hormonal e metabolismo. Nos pulmões, este relógio localiza-se maioritariamente nas vias aéreas.
Os investigadores descobriram que nos pacientes com fibrose pulmonar, as oscilações do relógio interno estendem-se até aos alvéolos (minúsculos sacos aéreos presentes nos pulmões).
Tinha sido descoberto em ratinhos que a alteração do mecanismo do relógio biológico poderia modificar o processo fibrótico, tornando os animais mais propensos a desenvolverem fibrose pulmonar.
Foi observado que as pessoas que dormiam regularmente menos de quarto horas por dia apresentavam o dobro do risco de desenvolverem fibrose pulmonar em comparação com os que dormiam sete horas diárias.
Por outro lado, os indivíduos que dormiam regularmente 11 ou mais horas por dia apresentavam o triplo do risco de terem a doença. As pessoas que estavam a pé até muito tarde ou que trabalhavam por turnos apresentavam um risco menor de fibrose pulmonar, mas ainda assim elevado.
A ligação da fibrose pulmonar ao sono de curta e longa duração nos humanos demonstrou ser tão forte como outros fatores de risco conhecidos para a doença.
A descoberta do potencial envolvimento do relógio biológico na fibrose pulmonar abre novos caminhos na prevenção da doença.
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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