Sedentarismo prejudica o metabolismo, coração e…cérebro

Estudo publicado na revista “PLOS One

18 abril 2018
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A permanência de longos períodos de sedentarismo, numa idade mais avançada, está associada a alterações numa região do cérebro muito importante para a memória, indicou um estudo recente.
 
À semelhança de fumar, sabe-se que estar sentado durante muito tempo pode promover o aumento do risco de doenças cardiovasculares, diabetes e morte prematura.
 
O estudo que foi conduzido por uma equipa de investigadores da Universidade da Califórnia em Los Angeles, EUA, propôs-se investigar se os comportamentos de sedentarismo poderiam também prejudicar a saúde do cérebro, particularmente as regiões do cérebro fundamentais para a formação da memória.
 
Para o estudo, os investigadores recrutaram 35 pessoas com idades compreendidas entre 45 e os 75 anos de idade. 
 
Os participantes foram questionados relativamente ao número médio de horas que tinham passado sentados na semana anterior. Cada pessoa foi submetida a uma ressonância magnética de alta resolução, a qual proporciona uma imagem detalhada do lobo temporal medial, que é uma região do cérebro envolvida na formação de novas memórias.
 
Os investigadores descobriram que o sedentarismo constitui um prognosticador relevante da perda de espessura do lobo temporal medial e, ainda, que a prática de atividade física, mesmo que seja intensa, é insuficiente para compensar os efeitos negativos de estar sentado durante muito tempo.
 
O estudo não prova uma relação de causa e efeito entre o sedentarismo e o estreitamento de estruturas cerebrais, mas sim que o facto de se passar mais horas sentado está associado a regiões cerebrais com maior estreitamento.
 
A equipa anotou ainda que não perguntou aos participantes se tinham feito intervalos nas horas passadas sentados.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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