Questionário sobre fatores de risco aumenta sobrevivência ao cancro do esófago

Estudo publicado na revista “Lancet Digital Health”

12 dezembro 2019
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Investigadores da University College, em Londres, defendem que o diagnóstico ou avaliação do risco de cancro do esófago pode ser feito através de um questionário sobre os fatores de risco.
 
Foram analisados, através de inteligência artificial, dados de 1.299 pacientes, dos quais 880 tinham esófago de Barret, incluindo 40 com adenocarcinomas do esófago, e 419 eram controlos, de forma a estabelecer os fatores de saúde comuns da doença.
 
O esófago de Barret é uma doença em que as células do esófago crescem de forma anormal devido ao refluxo gástrico. Esta doença não é cancro, mas aumenta o risco de o desenvolver em 30 a 60% e a única forma de a detetar é através de endoscopia, um diagnóstico invasivo que muita gente evita.
 
Foram encontrados 8 fatores comuns da doença: idade, género, fumar, circunferência abdominal, frequência das dores de estômago, duração da azia, paladar ácido, e toma de fármacos supressores de acidez.
 
A equipa descobriu ainda que os homens com excesso de peso e que tomam medicação anti-refluxo prolongadamente devem merecer especial atenção.
 
Laurence Lovat, autor que liderou o estudo, explica: “Propomos que se desenvolva um simples questionário [de sim ou não] para identificar os riscos, como uma grande circunferência abdominal, fortes dores de estômago e azia. Isto pode ser preenchido pelo médico de família”.
 
Os resultados identificarão o risco e será possível tratar o cancro esofágico numa fase mais inicial, de forma a melhorar as hipóteses de sobrevivência.
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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