Proteína pode ajudar a preservar função renal

Estudo publicado na revista “Journal of the American Society of Nephrology”

24 janeiro 2017
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Níveis elevados de uma proteína, a klotho, podem preservar a função renal, dá conta um estudo publicado no “Journal of the American Society of Nephrology”.
 
Os investigadores do Centro Médico de Tufts, nos EUA, referem que apesar de serem necessários mais estudos, estes achados sugerem um novo e potencial alvo para a prevenção e tratamento da doença renal. 
 
A klotho é uma proteína que circula no sangue e que se acredita que tem propriedades anti-envelhecimento. Apesar de ainda não ter identificado o mecanismo de ação da klotho, tem sido demonstrado que a proteína influencia várias vias celulares e endócrinas.
 
O rim é o órgão que apresentava níveis mais elevados de expressão da klotho e é a fonte principal da klotho solúvel. Desta forma, os pacientes com doença renal tendem a ter níveis baixo desta proteína.
 
Neste estudo os investigadores, liderados por Mark Sarnak, decidiram avaliar de que forma os níveis de klotho poderiam afetar a função renal, uma vez que existem poucos dados disponíveis relativamente a esta associação.
 
O estudo contou com a participação de 2.495 indivíduos, com uma média de 75 anos. Foi avaliada a ligação entre os níveis da klotho solúvel e o declínio da função renal, assim como a incidência de doença renal crónica ao longo de um período de acompanhamento de 10 anos. 
 
No total, 16% dos indivíduos tiveram uma diminuição de 30% na função renal. No geral, níveis elevados da klotho solúvel foram associados a um menor risco do declínio da função renal. 
 
Os investigadores verificaram que o aumento dos níveis da klotho em cerca de duas vezes estava associado a uma redução de 20% do risco de os indivíduos apresentarem um declínio da função renal ao longo do período de acompanhamento. Estes resultados mantiveram-se inalterados mesmo após os investigadores terem tido em conta vários fatores como, dados demográficos, comorbidades, bem como fatores de risco.
 
David Drew, o primeiro autor do estudo, concluiu que foi encontrada uma associação sólida entre a klotho solúvel e o declínio na função cognitiva, independentemente de muitos fatores de risco para o declínio da função renal.
 
Na opinião do investigador, estes resultados sugerem que a klotho pode desempenhar um papel importante no desenvolvimento da doença renal crónica e que esta proteína pode funcionar como um alvo terapêutico importante em futuros ensaios clínicos. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A. 
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