O nosso rosto revela se somos ricos ou pobres

Estudo publicado na “Journal of Personality and Social Psychology”21

10 julho 2017
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Um estudo recente demonstrou que o nosso rosto revela o nosso estatuto socioeconómico de forma fidedigna.
 
Desenvolvido por uma equipa de investigadores da Faculdade de Artes e Ciências da Universidade de Toronto, Canadá, foi apurado que uma expressão neutra, e não a sorrir ou a expressar emoções, transmite as vivências do indivíduo, permitindo determinar se aquele é mais rico ou pobre do que a média.
 
Os investigadores defendem que as nossas emoções gravam expressões de hábitos de vida que podem começar no fim da adolescência. Por exemplo, a felicidade constante está associada, de forma estereotipada, a uma boa posição financeira e satisfação.
 
Para testar a sua teoria, os investigadores recrutaram estudantes com idades compreendidas entre os 18 e 22 anos, aos quais tiraram fotografias em que posavam com uma expressão facial neutra. 
 
Seguidamente, a equipa pediu a outro grupo de participantes que observassem as fotografias e apenas usassem o seu instinto para decidirem se os estudantes eram ricos ou pobres. Como resultado, 53% dos participantes conseguiram determinar com exatidão a posição económica dos estudantes, uma percentagem que excede a escolha aleatória.
 
Os resultados não foram afetados pelo sexo ou raça dos rostos dos estudantes.
 
“O que observamos são estudantes que só têm 18-22 anos e já acumularam suficiente experiência de vida que alterou e modelou visivelmente os seus rostos ao ponto de ser possível dizer qual é o seu estatuto socioeconómico ou classe social”, comentou Nicholas Rule, coautor do estudo.
 
“Com o passar do tempo, o nosso rosto começa a refletir e a revelar as nossas experiências de forma permanente”, acrescentou. 
 
Segundo o autor, estes sinais transmitidos pelos rostos são também usados, de forma tendenciosa, para se oferecer um emprego a uma pessoa com rosto de “rico” em vez de com rosto de “pobre”.
 
“Isso indica que algo tão subtil como os sinais que mostra o nosso rosto sobre a nossa classe social pode efetivamente perpetuá-la”, explicou Thora Bjornsdottir, coautora deste estudo. “Estas primeiras impressões tornam-se uma espécie de profecia que acaba por se cumprir. Vai influenciar as nossas interações e oportunidades”, rematou. 
 
ALERT Life Sciences Computing, S.A.
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